Acontecimento de 2017 – a tragédia dos incêndios

Acontecimento do Ano 2017 - Capeia Arraiana

:: ACONTECIMENTO DO ANO – A TRAGÉDIA DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS :: :: O Capeia Arraiana escolheu como Acontecimento do Ano 2017,a calamidade dos incêndios que tiveram uma dimensão trágica. Pelo menos 115 pessoas morreram em fogos florestais, com expressão maior em Pedrógão Grande, onde a calamidade começou. O concelho do Sabugal não ficou livre desta desgraça, tendo-se registado a morte de uma pessoa no Terreiro das Bruxas, quando lutava contra as chamas.

Tragédia dos incêndios nas Televisões - José Carlos Mendes - Capeia Arraiana

Tragédia dos incêndios

O país e o mundo surpreenderam-se com a tragédia acontecida em 17 de Junho, na zona de Pedrogão Grande: um dantesco fogo florestal causou 64 vítimas mortais, a maior parte colhidas pelas chamas na «estrada da morte» quando tentavam fugir para lugar seguro.
Esse balanço era já atroz, mas em 15 de Outubro, já em pleno Outono, uma nova vaga de incêndios na região Centro fez mais 45 mortos. A estas vítimas somaram-se outras, desde bombeiros a populares que foram agarrados pelas chamas.
A 20 de agosto, um piloto que combatia as chamas morreu em Castro Daire e, a 30 de setembro, uma pessoa foi encontrada morta em Paços de Ferreira, também na sequência de um incêndio florestal.
Em Oleiros, um homem que operava uma máquina de rasto morreu no combate a um incêndio. Outro homem foi encontrado morto na sequência de um incêndio em Mangualde e também se registou um desaparecido em Folgosinho, Gouveia, e um outro na Sertã.
O Sabugal não ficou fora do morticínio. No dia 9 de outubro, João Cândido Paiva, de 73 anos, reformado a residir na aldeia de Santo Estêvão, perdeu a vida a combater as chamas perto do Terreiro das Bruxas.
Já antes, no dia 19 de Julho, o fogo consumira parcialmente uma viatura da corporação dos Bombeiros Voluntários do Sabugal num incêndio no Rochoso, concelho da Guarda, ainda que aí não tenha havido vítimas mortais.
A tragédia dos incêndios no Centro e Norte do país, foi também visível na área ardida: cerca de 500 mil hectares de floresta e povoamentos, o que corresponde a quatro vezes mais do que a média registada nos dez anos anteriores.
A dimensão dos fogos e as suas consequências não deixaram ninguém indiferente e levaram à demissão da ministra da Administração Interna e à adopção de um conjunto de medidas legislativas que visam reordenar a floresta e criar condições para que nunca tal tragédia se repita.
A tragédia dos incêndios florestais foi, sem dúvida, o acontecimento que mais marcou o ano que agora finda.
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plb

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