Cavalos de rabo curto e de rabo comprido

Em tempos idos, as diligências e as malapostas puxadas por cavalos eram o único meio de transporte regular entre as principais cidades.

A malaposta

Uma estação de muda de cavalos, que também servia de estalagem, tinha afixada uma curiosa tabuleta no portão.
Lia-se na tabuleta:
Dá-se comer aos cavalos
Cavalos de rabo curto – 200 reis
Cavalos de rabo comprido – 400 reis.
Alguém, achando estranho, perguntou ao dono da estalagem a razão pela tão grande diferença no preçário. E este respondeu-lhe:
– É que os cavalos que têm rabo grande espantam com eles as moscas e vão comendo sempre. Já os que têm rabo pequeno precisam, para se livrarem delas, de as enxotar com a cabeça, e enquanto o fazem é claro que não comem.

A criada nova
A criada era nova na casa. No primeiro dia em que serviu à mesa, a senhora ordenou-lhe:
– Maria, sirva o resto do pudim que cresceu do almoço.
– Comeu-o o gato.
– O gato? Qual gato?
– Ah, intão não há gato cá em casa!?

O bêbado
Um bêbedo inveterado chegou a uma taberna e pediu um copo de vinho.
O taberneiro deu-lhe um copo com álcool a 42 graus, mostrando à socapa aos demais fregueses a partida que fazia ao bebedólas.
Quando o homem bebeu, foi notando que todos o olhavam com cara de riso. Tomou mais alguns golos e, verificando que todos riam abertamente, disparou:
– Eu sei bem do que vos estais a rir. O taberneiro pôs água no vinho, não foi?

A mulher feia
Um bêbedo chegou a casa tão embriagado que mal podia andar, dando encontrões pelas paredes.
A esposa, que era uma senhora muito feia, disse-lhe:
– Bêbedo sem vergonha. Mil vezes bêbado!
E ele respondia-lhe à letra:
– Feia. Mil vezes feia!
– Mas lembra-te que eu sou apenas feia e tu és um bêbedo incorrigível.
– Pois serei, mas amanhã estarei bom e tu continuarás feia.
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(por Paulo Leitão Batista)

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