O Orçamento Municipal de 2018 (1)

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Um Orçamento Municipal é o retrato das opções políticas do Executivo Municipal. E digo Executivo porque nos últimos anos o exercício de elaboração do Orçamento tem sido reduzido à maioria que governou o Município.

Câmara Municipal do Sabugal - Capeia Arraiana

Câmara Municipal do Sabugal

Dir-me-ão que assim deve ser e eu respondo «nem tanto ao mar, nem tanto à terra».
Na verdade, acredito que os sete elementos do Executivo – 4 do PSD e 3 do PS -, quando tomam uma decisão, a tomam considerando que essa é a forma de melhor defender o Concelho do Sabugal.
E acredito, ainda, que para muitas das opções que têm de ser tomadas em termos orçamentais, se torna fácil conseguir um consenso mais alargado.
Mas isso obrigaria a maioria que governa a optar por uma atitude de diálogo e concertação que não é possível se se repetir o que aconteceu anteriormente, isto é, os documentos do Orçamento serem entregues acabados alguns dias antes da sua discussão e aprovação em reunião de Câmara.
E este ano era o ano ideal para mudar, pois os prazos de aprovação são mais dilatados, dado ter havido eleições em Outubro.
O que quero dizer é que é temporalmente possível fazer um exercício de aproximação consensual de propostas que, não renegando as apostas estratégicas de cada força política, permitisse construir um Orçamento de 2108 em que PSD e PS se pudessem rever.
A ver vamos, se tal vai acontecer…

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ps1. Três livros que recomendo vivamente como prendas de Natal: (1) «Lincoln no Bardo», de George Saunders, edição da Relógio d’Água; (2) «A Casa da Cabeça de Cavalo», de Teolinda Gersão, da Porto Editora; e, (3) «Hamlet», de Shakespeare numa tradução espantosa de Sofia de Mello Breyner Andersen, editada pela Assírio & Alvim.

ps2. Não tenho falado da carreira do meu filho João, pois são tantos os prémios ganhos quer em Portugal, quer no estrangeiro, que se tornava cansativo estar sempre a falar do mesmo. Aqui vão alguns dos últimos: Não posso, no entanto, deixar de referir que no início de Dezembro serão atribuídos na cidade do México os prémios «Fenix 2017», considerados já os óscares do cinema ibero-americano. E falo nestes prémios porque, dos 4 filmes portugueses nomeados, dois são obra da TERRATREME, produtora do meu filho: «A Fábrica de Nada», de Pedro Pinho, nomeado para Melhor Montagem, Melhor Argumento e Melhor Longa-metragem de Ficção; e «Los Perros», de Marcela Siad (numa coprodução do Chile, França, Argentina, Alemanha e Portugal), nomeado para melhor atriz.

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«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

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