É mentira!

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

É mentira que o nosso rei D.João V tenha feito do convento de Odivelas uma casa de pecado!!! Infelizmente, quem nos está a mentir é a televisão pública, mancomunada com o Luteranismo alemão, que é quem manda na Europa agora. Já sabe ao que me estou a referir meu amigo, é a essa série televisiva, Madre Paula.

É mentira! - António Emídio - Capeia Arraiana

Rei D. João V de Portugal

Quem vê, e acredita nessas perversidades, nesses crimes e pecados da série televisiva, não pode ser um bom português nem um bom católico. D.João V sempre foi um temente a Deus, um verdadeiro Homem de Estado, incapaz de praticar essas badalhoquices que nos mostra a televisão, foi um marido fiel e um pai extremoso, amava do fundo do coração a sua esposa D.ª Maria Ana de Áustria, se algumas vezes desavenças houve entre eles, foi coisa de pouca monta, uns insultos e umas lambadas, já que Dª. Maria de Áustria era um pouco ciumenta. D.João V foi um homem de grande cultura, e amante da boa música, Portugal foi respeitado e invejado durante o seu reinado, gastou o dinheiro todo dos cofres do Estado a fazer palácios, igrejas, academias, aquedutos etc. etc.. Os republicanos, os luteranos e os «pedreiros livres», dizem que D. João V foi única e simplesmente conhecido pelas suas relações extraconjugais! Inventaram que ele, D.João V andou também embrulhado com uma cigana, e com uma louraça que conheceu no Cais do Sodré, e que lhe chamaram o «magnânimo» devido a esses pormenores.
Meu querido amigo, não acredite no que a televisão transmite sobre Madre Paula, é uma pura invenção, nesse tempo a igreja tinha um lema que ninguém transgredia. «Os conventos são para rezar, não para fornicar». Eu só admiro como é que a altíssima hierarquia da igreja católica ainda não se insurgiu contra essa série televisiva, também lá são afrontados bispos e clérigos, dá a impressão que está comprometida, e nem um gesto de defesa para com as freiras…
Eu fiquei horrorizado com as cenas que vi, lembrei-me então que esta Europa está a necessitar de uma nova Contra Reforma.

E não contentes com o que inventaram de D. João V, denegriram também o seu filho, o nosso Rei D. José, dizendo que andou amancebado com uma senhora que foi Marquesa de Távora, e continuando a não estar contentes inventaram que a sua neta, D.Maria I, teve oito filhos do marido com quem casou, e o marido com quem casou era um tio já velho chamado D.Pedro de Bragança, implicam que o homem já era velho, que tinha feito um voto de castidade aos dezoito anos, etc. etc. etc. Uns malandros!

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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