O delinquente político

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Quem é, neste estado avançado de democracia que Portugal vive, o delinquente político ? Podemos afirmar que é a antítese do delinquente político do tempo do Estado Novo. Mas leia meu amigo esta lição de democracia que aqui lhe deixo.

Somos um país de maniqueístas - António Emídio - Capeia Arraiana

Somos um país de maniqueístas

Mas afinal quem é o delinquente político em democracia? É aquele que diz que não tem partido, que é um espírito livre, e que não escolhe os homens e mulheres da política pela sua sigla partidária, mas sim pelo seu comportamento ético e humano, e diz mais, este malandro, diz que em Portugal há um sectarismo muito grande, ou seja, – o meu partido é melhor do que o teu, se ganharmos nós as eleições tudo irá de bem a melhor, se fordes vós a ganhar, tudo irá de mal a pior – este delinquente confunde liberdade de expressão com sectarismo! Mas diz mais, diz que há gente que muda de partido não por uma questão de ideias, mas sim porque lhe oferecem grandes «tachos», aqui o delinquente confunde liberdade de pensamento com «tachos». Diz também o delinquente político, que disse Platão (não sabia quem era este Platão, fui perguntar a alguém bem situado na vida que me disse que Platão foi um grego que ajudou Lenine a fazer a Revolução Francesa) que o pior castigo é ser-se governado pelos maus e pelos insignificantes!!! veja só meu amigo, o respeito do delinquente político pela vontade popular expressa no voto…
Nunca, mas nunca, se deve criticar a democracia e o seu funcionamento, não sejamos como o delinquente que diz que a democracia também se desgasta com o tempo, que é limitada, que tem defeitos, mas que se podem solucionar dentro do seu próprio seio. Ao delinquente político digo que a democracia não tem defeitos, e que ele já deveria ter sido punido há muito tempo. É curioso, também há muito tempo que não o vejo por aqui… Quanto à diferença entre o delinquente político do Estado Novo, e este da democracia, é que no Estado Novo não se podia pertencer a partido político nenhum, em democracia é obrigatório pertencer a um partido político, é tão fácil como isto! A política não é assim tão difícil, quem a faz difícil são os que pensam e falam.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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