Conhecer as pessoas pela língua

Segundo uma velha revista mexicana, os alemães dedicaram-se, em dada altura, ao estudo de uma ciência nova, a que deram o nome de Glossologia.

A célebre foto de Einstein mostrando a língua

Aquela ciência nascente destinava-se a avaliar o carácter de qualquer pessoa pelo exame da língua que ela possuísse.
Feitas experiências, seguindo (espera-se) o melhor método científico, foram estas as principais conclusões dos mestres glossólogos:
– quem tiver língua larga é pessoa valorosa e de carácter franco;
– a língua curta denota hipocrisia e reserva;
– a língua volumosa é sintoma de charlatanismo;
– a língua estreita é própria dos egoístas e insociáveis;
– quem tiver a língua larga e gorda é inconsequente;
– a pessoa que tenha a língua larga e magra não é verdadeira;
– a língua gorda e curta revela que o seu possuidor é embusteiro e fanfarrão;
– a língua pontiaguda constitui sinal de viveza, de engenho, de palavra aguda e mordaz.
Atendendo a estas teses da Glossologia, aconselham-se os leitores a tomarem precauções nas suas relações sociais. O melhor é, quando encontrarem alguém, precaverem-se dizendo-lhe:
– Ora mostre lá a sua língua!
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(por Paulo Leitão Batista)

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