Promovendo o envelhecimento activo

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Sendo o envelhecimento activo uma matéria candente da sociedade actual, importa que o concelho do Sabugal, maioritariamente povoado por idosos, esteja na linha da frente da acção conducente à implementação de políticas que estimulem uma vida saudável para essa população local.

Uma vida feliz e saudável para os mais velhos

O governo criou agora um grupo de trabalho interministerial que tem por tarefa apresentar uma proposta de Estratégia Nacional para o Envelhecimento Activo e Saudável, que será coordenado por José Manuel Pereira Miguel, professor catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública. Trata-se de definir as bases de uma acção multidisciplinar que vise melhorar a qualidade de vida das pessoas que envelhecem, optimizando as oportunidades para a saúde, participação e segurança. Ora isso obriga a uma acção concertada, dinâmica, flexível e de carácter permanente, envolvendo parceiros institucionais e sociais.
O Sabugal, concelho envelhecido do interior profundo, parece começar a dar sinais positivos nesta área. Exemplo disso é a realização no dia 30 de Junho de um «Simpósio» sobre o tema, juntando especialistas, profissionais, investigadores e pessoas ligadas ao mundo associativo. A iniciativa, organizada pelo Município, está de resto inserida no projecto «Sabugal + Social», constituído por parceiros locais de diferentes áreas para promoverem a sustentabilidade do sector social no concelho através de um conjunto de actividades para aí direccionadas.
Debater-se-ão assuntos como a economia social ligada ao envelhecimento, os recursos do território, o termalismo, o papel da família, das IPSS e da comunidade como um todo.
Trata-se portanto de uma iniciativa interessante e muito útil para o lançamento de uma discussão sobre as políticas a seguir e também para a preparação de eventuais contributos para a estratégia nacional que o governo quer seguir nesta matéria.
É caso para dizer que o Município do Sabugal, depois de longo tempo de letargia, parece ter acordado para o problema, seguindo aliás algumas das recomendações que deixámos há mais de um ano nesta coluna:
– Defendendo as bases de uma política concelhia para o tema – aqui.
– Propondo a criação de redes de apoio social aos mais idosos – aqui.
– Sugerindo a adopção de tecnologia de activação de sistemas de tele-alarme nos domicílios – aqui (a Câmara articula já com a GNR a sua implementação).
– Propondo a criação de uma ludoteca intergeracional – aqui (promoveram-se já deslocações de crianças a lares de idosos).
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«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

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