Nesta Quaresma…

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Nesta Quaresma – Dois irmãos escuteiros, Antónios de nome, Alçada e Bento, ajudaram um outro António, também escuteiro, que se encontrava enfermo, fazendo a sua boa ação, de acordo com os princípios de Baden Powell. Também mais um António, Leal de nome e de pessoa, como bom cireneu ajudou a levar a cruz deste pobre doente. Ainda há solidariedade.

É tempo quaresmal

É tempo quaresmal

– Surgiram em diversos órgãos de comunicação social notícias sobre a Cáritas. Se há culpados, devem ser responsabilizados. Como um dos milhares de voluntários desta Instituição, ainda não foi saneado, há muitos anos, sempre a considerei e considero merecedora de total credibilidade e de seriedade.

– No dia Mundial de Poesia, uma jovem voluntária escuteira do Agrupamento 601 de Valverde, distribuiu pagelas de poesias, recolhidas junto dos utentes de Lares e Instituições de Solidariedade Social da Região do Fundão, sob o tema: “UM DIA DE POESIA, NÃO SABE BEM O QUE LHE FAZIA – POESIA NA RUA”.

– No lançamento de um livro em Aldeia de Joanes, mais de duas centenas de pessoas conviveram fraternalmente e recordaram tempos idos. Alguns familiares conheceram-se pela primeira vez.

– Uma família com relações cortadas fez a sua reconciliação.

– O doente todos os dias agradece ao Senhor a saúde que Lhe vai concedendo. Será que Deus ouve as suas preces? Será que o doente necessita de ouvir novamente o Evangelho “oh! Homem de pouca FÉ…”?

– O doente recebe a visita do assistente hospitalar. É agradável falar com um Missionário Jesuíta, com quarenta e quatro anos de compromissos na Igreja e na Sociedade Moçambicana. No final partilharam os livros das suas vidas.

– Uma avozinha doente, com os cabelos mais brancos que a neve, esquecia-se das suas mazelas e estava sempre preocupada com os outros.

– Um HOMEM, idoso, trabalhador rural, que calcorreou e trabalhou as terras no Telhado (Fundão), com rosto seco, cor morena pelo muito sol que apanhou, mãos calejadas, vestido de pijama, depois da higiene pessoal, pede para lhe fazer a marrafinha, de imediato atendido. Apesar da sua situação social, familiar e clínica, não perdeu a sua dignidade de pessoa.

– Uma ministra da comunhão, irmã missionária, deu a comunhão a muitos doentes com a maior das simplicidades, lembrando as passagens do Evangelho de S. Mateus. Jesus disse: ”sede simples como as pombas e prudentes como as serpentes.”

– Um Pároco veio ao encontro de um seu paroquiano, este com as costas voltadas para a Igreja e deu-lhe um abraço.

– Uma criança de uma Catequese Paroquial reza todos os dias pelas melhoras de um familiar da sua Catequista.

– Um especialista em sociologia do trabalho, numa entrevista a um importante semanário, afirma que “ os humanos estão a tornar-se supérfluos”.

– Convivi com doentes, vi dores físicas e psicológicas suavizadas por fármacos e afectos, administrados por ótimas equipas de profissionais de saúde pública.

– Um filho faz a última visita ao seu Pai, dando-lhe um último abraço. Mais tarde, o seu progenitor sai da unidade hospitalar, embrulhado em lençóis, a caminho da RESSURREIÇÃO.

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«Aldeia de Joanes», crónica de António Alves Fernandes

Muitos leitores terão estranhado a ausência da crónica de António Alves Fernandes durante três semanas. A razão assentou no facto de este nosso conterrâneo da Bismula ter sofrido um problema de saúde, que o levou ao internamento no Hospital da Covilhã. Teve alta hospitalar, mas continua em repouso e sob vigilância médica.
Daqui lhe desejamos as melhoras e o consequente regresso pleno às lides da escrita.

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