Câmara avança com ligação à A23

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Após seis anos de obras suspensas, a Câmara Municipal do Sabugal decidiu avançar, a expensas próprias, com a ligação A23-Fronteira, recuperando um projecto de melhoria de acessibilidades considerado essencial para o desenvolvimento do concelho. ACTUALIZAÇÃO.

O estado das obras de ligação à A23

O estado das obras de ligação à A23

ACTUALIZAÇÃO. Renovando a tradição jornalística do dia 1 de Abril publicámos uma notícia onde estava incluída uma mentira. Na verdade a Câmara Municipal do Sabugal não decidiu avançar com a ligação A23-Fronteira.

A obra será alvo de concurso público para a construção de alguns dos trajectos, e aproveitará o troço aberto pela Engenharia Militar a partir do Alto do Espinhal, assim como alguns quilómetros de estrada já existentes, implicando ainda a construção de novos troços, com uma extensão de 14 quilómetros. A ligação à A23 acontecerá no nó de Belmonte.
Porém a Câmara conta candidatar a obra a fundos europeus, de modo a minimizar os custos com a construção.
A ligação rodoviária A23-Fronteira, é tida como estruturante para o concelho do Sabugal e para a região e tem sido tema polémico. Nas eleições autárquicas de 2013 o PS propôs-se deitar mão à obra camarária, ainda que tenha criticado sempre a opção da Câmara. Já o PSD, que recandidatou António Robalo, que venceria as autárquicas, optou por afirmar no programa eleitoral que iria «exigir do poder central» a conclusão da obra.
Não vieram a público quais as exigências que António Robalo fez ao Governo para garantir a obra, mas a decisão agora tomada, de ser a Câmara a avançar com a construção do eixo viário, contraria a promessa eleitoral.
A verdade é que a intenção de concluir a ligação nunca deixou de ser opção, pois a mesma foi sempre colocada nos documentos previsionais do Município, quer nas Grandes Opções do Plano, quer nos sucessivos Orçamentos anuais.
Os trabalhos tiveram início em 2006, no âmbito de um acordo de cooperação que envolveu o Exército, através do Regimento de Engenharia de Espinho, e a Universidade da Beira Interior, que deu apoio técnico à execução da obra.
A chamada da Engenharia Militar para abrir a estrada comportou que a Câmara assumisse as despesas de manutenção das máquinas, reparações, combustíveis, explosivos, deslocações e alimentação dos militares, o que levou a uma cifra financeira que terá rondado os dois milhões de euros. Em Dezembro de 2010, António Robalo decidiu suspender as obras, face ao sorvedouro de meios que a mesma comportava, tendo na altura considerado que seriam necessários «entre 10 a 15 milhões de euros» para a conclusão dos trabalhos iniciados pela Engenharia Militar.

3 Responses to Câmara avança com ligação à A23

  1. José Antunes Fino diz:

    Nao acredito, só pode ser mentira do dia 1 de Abril. Era bom que assim acontecesse…!

  2. Jose´Bernardo diz:

    Infelizmente, faltam 8 minutos para ser dia 2 de abril e voltar á realidade……

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