Histórias de Leal da Câmara e de Chaby Pinheiro

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Citações curiosas, episódios rocambolescos, notas indiscretas, rábulas, curiosidades, anedotas de ocasião, atitudes peculiares e ditos de espírito – eis as «Histórias de Almanaque». Apresentamos mais alguns episódios humorísticos, incluindo histórias referentes ao pintor e caricaturista Tomás Leal da Câmara e ao actor Chaby Pinheiro.

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Arquivamento de um processo
Numa comarca, estava a correr termos um processo crime, quando, em determinada altura, o arguido morreu. Indo os autos ao Delegado do Ministério Público com a certidão de óbito, este lançou a promoção:
Mors ominia solvit.
Levado o processo ao Juiz de Instrução, este despachou:
Requiescat in pace.
Por fim o escrivão, não querendo ficar atrás, escreveu:
Amen.
E os autos baixaram ao arquivo.

Leal da Câmara
Em certa ocasião, no Porto, Leal da Câmara pretendeu entrar na Câmara Municipal. Era dia de festa solene e havia ordens expressas para ninguém entrar no edifício antes da hora marcada para a cerimónia. Leal declina a sua identidade de decorador, encarregado do arranjo da sala. Nem assim. Então o artista tentou o último recurso, declarando o seu nome ao polícia que lhe impedia a entrada:
– Sou o Leal da Câmara…
Logo o polícia, abrindo-lhe a passagem num sorriso:
– Ah! V. Exª é da Câmara? Então faça favor de entrar…

Chaby Pinheiro
O grande e avantajado actor Chaby Pinheiro entrou, certa ocasião, numa mercearia e comprou um quilo de queijo. Ao reparar no caixeiro (que era magro como um palito) não se conteve que não dissesse:
– Muito magro é você!
Logo o rapaz:
– Parece-lhe? Olhe que peso mais «quilos» que V. Exª.
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(por Paulo Leitão Batista)

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