Há 60 anos – descoberta a espada de Vilar Maior

Efemérides - 2015 - © Capeia Arraiana

Em 27 de Fevereiro de 1957, o jornal Primeiro de Janeiro informa que foi descoberta em Vilar Maior (Sabugal) uma espada da Idade do Bronze, peça única em Portugal, que foi depositada no Museu da Guarda.

O castelo de Vilar Maior

O castelo de Vilar Maior

A espada de Vilar Maior, peça única em Portugal, foi encontrada pelo então regedor da freguesia, num desaterro, próximo do monte do Castelo. O regedor cultivava então a cerca do Castelo, e deu conhecimento público do achado, o que lhe valeu ser recompensado pelas autoridades competentes, seguindo a espada para o Museu Regional da Guarda, onde se mantém como uma das peças mais valiosas do seu espólio.
Pensa-se que a espada data do IV Milénio a.C., isto é, da Idade do Bronze, o que é sustentado pelo estudo do local do achado, onde apareceram cerâmicas e escórias de fundição, que ajudaram à conclusão acerca da datação do objecto. A espada pesa 565 gramas e mede 64 centímetros de comprimento.
Assemelha-se a outros exemplares encontrados em Espanha, na Ria de Huelva, e depositados no Museu Arqueológico de Madrid.
plb

5 Responses to Há 60 anos – descoberta a espada de Vilar Maior

  1. António diz:

    Gostei de ler. Tinha eu 7 anos

  2. Nuno Dias diz:

    mas entao nao foi o tenente Palos que encontrou essa dita espada?? ele foi regedor da freguesia?? enquanto parente do mesmo desconhecia esse facto….

  3. António César Marcos Gata diz:

    Efectivamente, não foi o Sr.Tenente Palos que encontrou a espada, mas o Sr. João Valente, que era membro da Junta de Freguesia na altura, quando procedia a trabalhos agrícolas numa propriedade sua junto ao Castelo. História que ouvi muitas vezes em casa dos meus pais, contada pelos próprios protagonistas, com quem existiam relações de amizade e parentesco. O sr. Tenente Palos terá contribuído para a sua ida para o Museu da Guarda. Terá contado a história do achado a um amigo, o Sr. Moura, na altura gerente do banco de Portugal na Guarda, que se interessou pelo estudo do objecto encontrado e promoveu a sua ida para o museu da Guarda, tendo sido atribuída uma indemnização ao Sr. João Valente.
    Esta espada é património de Vilar Maior. Para quando o regresso ao local aonde pertence?
    A mesma pergunta faço relativamente às peças de artilharia que se encontram à entrada do Museu da Guarda que, apesar da resistência dos Vilarmaiorenses foram levada à força para a Guarda?

    • Carlos Jose Limão Gata diz:

      No essencial, a versao do António Gata está correcta.
      Acrescento-
      Falei muito com o sr João Valente,( que como refere o meu irmão Antonio, tinha uma relação de grande proximidade e amizade com a nossa familia), sobre a história da espada.Depois de ter por ele sido encontrada num terreno que agricultava, junto ao castelo( e por si partida ao puxar por ela , com uma enxada ),…
      …não deu grande valor ao achado.A espada ficou dependurada numa divisão da residencia da familia do sr Joao Valente por algum tempo, até que, posssivelmente,o sr Tenente Antonio Palos,a conheceu e valorizou(Por essa altura, deduzo, dava-se pouco valor aos bens culturais, pois também a pia baptismal da Igreja de Santa Maria do Castelo se encontrava ao abandono, junto às ruinas da mesma Igreja)…O Sr Moura ( que era natural da Nave), teve conhecimento que a espada existia, conheceu-a e pediu-a emprestada ao sr João Valente, para ser analisada, e foi levada de Vilar Maior, para onde não mais voltou.O sr João Valente era pessoa humilde e contentou-se co uma recompensa parca, que já não posso precisar, mas que o sr João valente me referiu.Deu-me a entender a sua grande insatisfação, que a espada não foi vendida e que foi confrontado com um facto consumado- ou recebia a parca recompensa ou não receberia nada…e em qualquer dos casos a espada não voltaria à sua posse…Ainda o incentivei a pedir explicações a quem de direito sobre o assunto, o que ele via com agrado e satisfação, mas o assunto ficou por aí.

  4. nunoanjodguarda@gmail.com diz:

    obrigado pela sua resposta Sr Anónio Gata, efectivamente também eu cresci a ouvir essa historia…mas sempre como sendo o tenente (padrinho e tio da minha mãe) quem encontrou a referida espada, nao tendo eu mais onde investigar, passo a partir de hoje a contar que nao foi o “nosso” padrinho quem encontrou a referida espada mas que este teve também alguma importância na descoberta da mesma, quanto à espada regressar a Vlar Maior se calhar ja era tempo de alguém se mobilizar e levar a dita para onde realmente pertence (a um museu) uma vez que Vilar Maior ja dispõe de um museu faz todo o sentido que a espada regresse ao local do achado.

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