Comportamento Pré-Democrático

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Em Democracia não existe por parte da classe dominante um poder violento, mas sim um poder consentido. Portanto, toda a vingança política é vista como algo de normal, e considerada um acto de justiça. Neste artigo reporto-me a Portugal e ao Povo português, Povo que viveu toda uma vida na ignorância política e na superstição religiosa, embora durante a sua longa história se tenha revoltado muitas vezes, quando teve líderes à altura.

Democracia - António Emídio - Capeia Arraiana

Atitudes pré-democráticas

E toda a vingança é feita com subtileza, é de toda a conveniência que ninguém se aperceba, o que difere das ditaduras, estas fazem «publicidade» para intimidar possíveis opositores. Será que ainda não aprendemos a respeitar o outro? Ou já estamos a cair novamente na nossa fatal inclinação de perseguição política trazida de séculos? Se debaixo de Salazar tínhamos de nos remeter ao silêncio, não quer dizer que agora passados quarenta e dois anos possamos dizer o que queremos e que deveria ser dito. Eu gostava imenso de dar alguns exemplos passados comigo, mas não posso… Primeiro, não tenho dinheiro para pagar a um bom advogado, e a Liberdade absoluta não existe.
Querido leitor(a), uma coisa também já aprendi nestes quarenta e dois anos de Democracia: seja quem seja que o exerça, o poder em si é mau, e como a ambição de poder é insaciável, pode-se tornar extremamente perigoso. Temos Democracia, temos eleições e campanhas eleitorais carnavalescas, mas depois de tudo isto, os senhores candidatos vencedores encerram-se dentro dos edifícios oficiais e vão perseguindo aqueles que eles pensam que podem ser entraves à sua ilimitada ambição. Esta gente porque actua desta maneira? Vingança? Sadismo? Primitivismo mental? Presumo que tudo.
A Democracia também tem as suas cloacas querido leitor!

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

One Response to Comportamento Pré-Democrático

  1. António Emídio diz:

    Às vezes os meus artigos levam a pensar que as minhas críticas acerbas vão sempre directamente para os políticos que o Povo elege nas urnas, mas não é bem assim, leiam esta espécie de ditado : « O verdadeiro poder não o tem quem está sentado na cadeira, senão aquele que pode falar-lhe ao ouvido…».

    A fome de poder é uma tentação não exercida só por governantes, também está no âmbito privado, o que também não deixa de ser um abuso da força, e origina situações que nada têm a ver com a Democracia.

    Por isso se diz : alguém com muito poder e influência.

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