Promover os produtos tradicionais

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Está aí o tempo da castanha, das amoras silvestres, dos cogumelos e do fumeiro, produtos em que o concelho do Sabugal pode ter a excelência da qualidade e da inovação comercial.

Melhorar o controlo da qualidade

Melhorar o controlo da qualidade

Temos, em alguns casos, os melhores produtos a nível regional, e devemos fazer evidenciar essa realidade, apostando na valorização e na promoção desses géneros alimentícios. Não bastam os mercadinhos da terra, feitos a trouxe-mouxe para entreter e gastar dinheiro do orçamento camarário. É preciso ir mais longe.
É essencial certificar os nossos produtos: a castanha e alguns dos seus derivados, os cogumelos e as suas receitas, os enchidos nas suas variantes (bucho, farinheira, morcela).
Garantida a certificação é preciso, atribuir aos produtos regionais de excelência o respectivo selo, onde conste uma denominação apelativa e diferenciadora.
Atribuído o selo, ou seja, criada a «marca», é necessário garantir que o produto vá ao mercado, a nível regional, nacional, e até internacional, sendo aqui fundamental a ambição de impor esses produtos no mercado ibérico.
Cabe à Câmara dar o primeiro passo nessa missão empreendedora, agregando os produtores, os vendedores e as demais forças vivas ligadas ao processo. Todos juntos terão de criar um plano estratégico, que aborde questões essenciais como:
• Melhoria e controlo da qualidade;
• Aposta na certificação e na marca
• Promover os produtos;
• Procura de novos mercados (interno e externo);
Há sempre onde aprender, porque neste, como noutros campos, já algo está feito e pode ser aproveitado.
Trazemos aqui o exemplo positivo do Projecto «Terras Altas de Portugal – Novos Horizontes», que estará a decorrer até 2017, e visa a promoção no quadro internacional de produtos tradicionais como carnes e fumeiro, azeite, mel, frutas, vinhos e queijos. Estão envolvidos nesse projecto modelar os distritos da Guarda, Bragança, Castelo Branco, Viseu e Vila Real e é promovido por várias associações empresariais, entre as quais a Associação Empresarial da Região da Guarda (NERGA).
O Terras Altas de Portugal – Novos Horizontes é apoiado pelo Compete 2020 – Programa Operacional Competitividade e Internacionalização, no âmbito do Sistema de Apoio a Acções, e conta com um investimento Elegível de 574 mil euros o que corresponde a um Incentivo FEDER de 488 mil euros – ver aqui.
Vale a pena seguir os bons exemplos e aproveitar o que já existe para afirmar os nossos produtos tradicionais.
A Câmara Municipal pode e deve dar o primeiro passo para que um projecto de valorização da nossa produção tradicional seja implementado a breve trecho.
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«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista
leitaobatista@gmail.com

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