Melhorias nas ferrovias das Beiras

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou ontem, dia 21 de Julho, na Covilhã, que o Governo vai avançar com a intervenção do Corredor Ferroviário Internacional Norte, que abrange as linhas da Beira Alta e Baixa, num investimento de 691 milhões de euros.

O ministro Pedro Marques na Covilhã

O ministro Pedro Marques na Covilhã

Foi na Estação ferroviária da Covilhã que o governante apresentou o Plano de Mobilidade, numa sessão que contou ainda com as presenças do Secretário de Estado Guilherme d’ Oliveira Martins, do Presidente da CM da Covilhã, Vítor Pereira, e do Presidente da Associação Nacional dos Industriais dos Lanifícios, José Robalo da Fonseca, do Presidente da IP, António Ramalho e o Vice­Presidente, José Serrano Gordo.
Anunciou-se a intenção de modernizar a Linha da Beira Alta e também da Linha da Beira Baixa, mediante a conclusão do troço Covilhã – Guarda. Estas duas metas concorrem para perfazer o objectivo de fundo de “reforçar a Ligação do Norte e Centro de Portugal e a Europa, e por forma a potenciar um transporte de mercadorias eficiente, no âmbito do Programa Ferrovia 2020”, como atesta a IP.
Reconhecido a nível europeu pelo seu carácter estratégico, o projecto do Corredor Internacional Norte implicará um investimento de 691 milhões de euros na modernização das Linhas da Beira Alta e da Beira Baixa e contará com um significativo apoio comunitário em termos de financiamento, tendo já sido aprovada, no passado dia 8 de Julho, a comparticipação de 376 milhões de euros para a modernização da Linha da Beira Alta, estando previstas candidaturas num total de 473 milhões de euros a Fundos Comunitários.
Assim, no contexto da Linha da Beira Alta, serão realizadas as seguintes intervenções no troço Pampilhosa – Vilar Formoso: renovação da super­estrutura ferroviária e travessa polivalente por forma a permitir a interoperabilidade do troço; alteração do Layout de Estações para permitir a circulação de comboios de mercadorias de 750 m de comprimento; Estabilização e consolidação de taludes; consolidação da plataforma ferroviária; melhoria dos órgãos de drenagem ao longo do troço; im-plementação de sistema de sinalização e telecomunicações.
Na Linha da Beira Baixa, explicou a IP que se encontra a “desenvolver os projectos do troço que permitirão igualmente reabilitar seis pontes ferroviárias”, esclarecendo também que está “em estudo a construção da Concordância entre a Linha da Beira Alta e da Beira Baixa”. Mais esclarece que o troço Covilhã ­ Guarda encontra­se em fase de estudos (finalizar­se­ão até ao fim de 2016). Serão depois desenvolvidos os procedimentos legais “para o lançamento das empreitadas que têm como objectivo modernizar, electrificar e reactivar este troço”.
Sobre a Concordância entre a Linha da Beira Alta e a Linha da Beira Baixa (projecto que se encontra actualmente em fase de Estudo Prévio) , informa a IP que a sua construção “permitirá a criação de canais alternativos de tráfego internacional de mercadorias a partir das regiões da Grande Lisboa e Sul de Portugal”, assegurando assim o aumento considerável da capacidade de ligação à Fonteira de Vilar Formoso.

Aplauso de Álvaro Amaro
O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, aplaudiu a deci-são do Governo em antecipar as obras de modernização e de eletrificação da Linha da Beira Baixa entre a Covilhã e a Guarda.
“Esta antecipação e a execução dos projetos… só temos que aplaudir”, disse o autarca PSD/CDS-PP à agência Lusa. Acrescentou ainda que o Governo, “que já reverteu tantas coisas, pelo menos esta não reverteu e isso é motivo de aplauso”.
“O seu a seu dono. Não reverteu e fez muito bem”, disse, lembrando que a de-cisão da beneficiação do troço da Linha da Beira Baixa entre as cidades de Guarda e Covilhã “estava tomada e foi tomada há mais de um ano” pelo an-terior Governo.
Recordou que a realização de algumas obras de reabilitação daquele troço ferroviário foi anunciada “há mais de um ano, na Guarda, pelo próprio presidente da Infrastruturas de Portugal” e “já houve concursos anunciados para esse troço há mais de um ano”.
No entanto, o autarca referiu que conforme elogiou o anúncio feito na altura, faz o mesmo agora em relação “à antecipação das obras”.
Observou ainda que, para a Guarda, a realização de obras na Linha da Beira Alta também é “particularmente importante”, pois as mesmas “entroncarão com a Linha da Beira Baixa”.
“A Guarda tem que ser a grande plataforma ferroviária para a Europa, depois das obras nas duas linhas [Beira Alta e Beira Baixa]. Esse é o grande projeto das próximas décadas para a cidade da Guarda”, reafirmou Álvaro Amaro.
plb

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