Eternos sonhos

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Côa, caminho só pelas tuas margens, olho-te, vejo que em ti nada se apaga nem se esquece. A tarde está serena, sigo o meu caminho, a alma sonha…

Rio Côa

Rio Côa

Côa, amo as tuas águas, extasia-me esse canto poderoso ao saltarem os açudes, canto de vida que quebra o silêncio da Natureza, canto de louvor à Mãe Terra e a Deus, as aves dessedentam-se nelas, depois, trinam de alegria e de agradecimento voando para o infinito do Céu, menos tu, rola, que voas rasando a erva da margem para te perderes no meio dos pinhais, quem és tu? Um pensamento metafísico…
Quando se estreitam as tuas margens, e mais pareces um regato de águas cristalinas e mansas, vêem-se os peixes que te habitam executando sincronizantes e prateados bailados, as tuas margens, mais parecem jardins crescidos numa anarquia humana, mas não são, é a Natureza em estado selvagem, é a perfeição, são os esconderijos da minha alma. Fria aragem, a lua já brilha nas tuas águas, o manto da noite cai sobre nós, os cânticos da Terra unem a sua voz aos das tuas águas, cânticos de esperança que percorrem esses vales das nossas terras, cânticos de vida.
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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

2 Responses to Eternos sonhos

  1. fernando capelo diz:

    Amigo Nabais:
    Li o teu texto. Depos..reli-o ! Soube-me bem, fez-me bem.
    Um abraço.

  2. António Emídio diz:

    Amigo Capelo :

    Não sei de melhor fonte de inspiração do que a natureza. O Homem vive cada vez mais afastado dela, por isso a deterioração da reflexão, sendo esta substituída pela televisão e pelo computador.

    Um abraço do Nabais.

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