Regadio – Casteleiro continua esquecido

Joaquim Gouveia - Capeia Arraiana (orelha)

:: :: CASTELEIRO :: :: Passado meio século sobre o regadio do Cova da Beira, o Casteleiro continua à margem de tudo o que de bom ele representa para todos quantos habitam a região, a que muitos apelidaram de “terra farta e de qualidade superior”.

Regadio da Cova da Beira

Regadio da Cova da Beira

Ao longo de décadas, quilómetros de cimento transformaram-se num leito fértil, capaz de alimentar hectares e hectares de culturas verdejantes, modificando a paisagem em seu redor, ao mesmo tempo que ia impondo novas dinâmicas no processo de exploração agrícola local.
Enquanto isso, o Casteleiro viu esventrar muitos dos seus solos agrícolas ou de serra para deixar passar o precioso líquido, sem que daí tire algum proveito, à exceção dos terrenos da Quinta de Santo Amaro – início desta merecida e bem-feitoria beirã.
Quanto às águas do bem dito canal, continuam a deslizar serenamente, a montante, deixando os campos do Casteleiro à mercê de processos mecânicos mais dispendiosos e menos rentáveis, tornando ainda mais difícil a tarefa daqueles que, teimosamente, lançam à terra a semente que um dia germinará.
Será que o povo do Casteleiro não merece um pouco mais de atenção por parte dos nossos representantes locais? Qual o papel ativo, nomeadamente, da Câmara Municipal do Sabugal e da Junta de Freguesia do Casteleiro para reverter esta brutal injustiça, praticada aquando do desenho inicial do Regadio da Cova da Beira?
Posições diferentes têm vindo a assumir alguns autarcas de concelhos vizinhos, na defesa dos interesses de quem os elegeu conseguindo mesmo, reverter incorreções iniciais. Para estes, o Regadio da Cova da Beira representa “uma esperança de vida para a região” e, como tal não desistem de se fazerem ouvir junto do Poder Central.
A exemplo disto ainda recentemente o concelho do Fundão conseguiu colocar na ordem do dia os estudos que permitirão avaliar a possibilidade de expandir o regadio para terrenos a Sul da Gardunha.
De que estamos nós à espera? Será que existem, também, estudos corretivos para o concelho do Sabugal, nomeadamente para as freguesias cuja cota de desnivelamento fica a jusante do canal já construído? Se assim é, queiram esclarecer as populações sobre o que está a ser feito e, nomeadamente, quais os novos perímetros de regadio a ser abrangidos.
:: ::
«Viver Casteleiro», opinião de Joaquim Luís Gouveia

Deixar uma resposta