Casas do Côro – um exemplo para o Interior

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

O empreendimento Casas do Côro, na aldeia histórica de Marialva, no concelho da Mêda, é candidato ao prémio Trade Awards 2016, na categoria Melhor Turismo em Espaço Rural, o que comprova a boa aposta nesse tipo de estabelecimento hoteleiro na Beira Interior.

Casas do Côro, em Marialva

Casas do Côro, em Marialva

As Casas do Côro abriram há mais de 15 anos, mas o projecto foi melhorando com o tempo, apresentando-se hoje como uma unidade hoteleira de referência no espaço rural.
Situado no coração da aldeia histórica, baseia-se num conceito que junta a tradição ao bom gosto, sofisticação e conforto. Na ampla sala de jantar, onde existe uma imensa lareira, servem-se refeições típicas, com pão cozido em forno de lenha, compotas, mel, requeijão, chouriças, ovos, bolos, tartes e torradas com azeite. Os pratos são servidos com requinte, e podem ser cabrito, bacalhau, empadão de perdiz, alheira de caça com ovos e arroz de morcela. As sobremesas, diz quem conhece, são divinais.
Os quartos e a suite são acolhedores, com móveis antigos a contrastar com objectos decorativos contemporâneos.
Especialmente voltado para o turismo familiar, as actividades lúdicas vão desde o passeio e visita ao museu aberto que é a aldeia histórica de Marialva, até percursos pedestres e de BTT e desportos náuticos no rio Douro, que lhe fica a dois passos.
Não foi por acaso que as Casas do Côro foram nomeadas para os prémios Trade Awards 2016, que vão ser entregues no dia 2 de Março, na Bolsa de Turismo de Lisboa. Isso deve-se ao mérito do projecto e à boa imagem que o mesmo granjeou em quem já teve o prazer de o usufruir.
Na verdade estarão sujeitas a prémio 15 categorias do sector do turismo, entre as quais, Melhor Empresa de Cruzeiros, Melhor Venue de Eventos, Melhor Parque/Empresa de Animação Turística, Melhor Espaço para Congressos, Melhor Agência Corporate, Melhor Site Operador, Melhor Projeto de Ecoturismo e Melhor Autarquia.
Os nomeados são esmagadoramente no litoral, das principais zonas turísticas, o que é normal, mas isso significa que o interior do país está a perder a oportunidade de se assumir como destino pela qualidade das opções que apresenta.
Da Beira Interior há ainda, na mesma categoria das Casas do Côro, a nomeação do empreendimento Casas das Penhas Douradas, em Manteigas.
No Sabugal não faltam projectos inovadores e arrojados, que aproveitam o imenso potencial que a natureza e a história proporcionam. As Casas de Carya Tallaya em Vale das Éguas, as Casas da Pedra em Aldeia do Bispo, os Palheiros do Castelo no Sabugal, a Casa da Lagariça em Sortelha, são exemplos do bom que há no concelho do Sabugal.
Esses inovadores projectos em terra de oportunidades ao nível do turismo, que aproveitam o Côa, a Malcata, os castelos, a gastronomia e as tradições, precisam porém de apoio para uma capaz promoção, ligada a iniciativas com atractividade.
Há que fazer algo pelo turismo, pela captação dos muitos que visitam a Serra da Estrela, dos que demandam Espanha e nos passam ao lado, dos que querem sentir o campo e viver a aventura.
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«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

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