Casteleiro – Mais pontas soltas

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Além de terra de encanto, que é o que ela é, agora vejo a minha aldeia também rotulada de «pitoresca». Já lá vou.

O coreto que houve no Terreiro

O coreto que houve no Terreiro

Por outra parte, sempre ouvi os mais velhos falar das Quintas do Anascer (as quintas, no plural). Mas acabo de saber que são afinal uma aldeia. Ainda bem. E há mais nestas pontas soltas nº 2.

Muitas mais coisas têm ficado para trás nestes anos todos. Gostaria de recuperar algumas delas.

Chafarizes da aldeia
Por exemplo: esta coisa de ter havido dantes no Largo de Sã Francisco um chafariz de torneira de cobre que até era de pressão, depois foi retirado o chafariz e colocado um coreto. Depois saiu o coreto e regressou um chafariz. Enfim.
O nosso Amigo Daniel Machado conta a história muito bem contada aqui – com os pormenores e a firmeza quase fotográfica que lhe é habitual e que todos reconhecem.
Sobre o marco e o coreto, reponho pois a verdade.
Mas acho que bem mais grave é o facto de na Praça o chafariz de profundidade que ali havia ter sido «num belo dia» arrasado, enchido de cascalho e aplanado para o nível do resto da Praça – e substituído por uma torneirinha. As torneiras lá de baixo eram de cobre também, se bem me lembro.
Vá lá que a fonte do Terreiro da Fonte foi preservada, apesar de tudo, e vá lá que o chafariz de duas bicas existente no Largo do Chafariz se manteve incólume a todas as gestões da Freguesia…

Chafariz do Largo de São Francisco

Chafariz do Largo de São Francisco

Casa da Esquila
Este lote de crónicas está a dever ao Restaurante Casa da Esquila umas linhas de promoção: pela localização, pela publicidade que tem sido feita e divulgação de qualidade dos pratos e dos cozinhados e pela repetida utilização do espaço para eventos.
Desta vez foi a chamada «Reunião dos Presidentes» de que foi dada nota aqui, no ‘Viver Casteleiro’.

Na Casa da Esquila os pratos são bem apresentados

Na Casa da Esquila os pratos são bem apresentados

E que reunião era essa, afinal? Leia pelo menos isto: «A “Casa da Esquila”, do chef Rui Cerveira, acolheu no Casteleiro, concelho do Sabugal, a mesa d’Os Presidentes, e serviu-os com um sem número de iguarias típicas da região. O concelho é dividido pelo Rio Côa, que funciona como uma espécie de fronteira natural e que acaba por dividir o concelho em relação a questões de tradições culturais e gastronómicas, de produção agrícola ou até de temperatura.
À mesa, com os jornalistas Fernando Alves, Pedro Pinheiro e António Catarino, que contaram com o apoio técnico de Pedro Picoto, estiveram Ricardo Nabais (Transcudânia), Rui Monteiro (Grupo de pegadores “Ó Forcão”), Daniel Simão (ADES), Sandra Fortuna (Associação do lar de 3ª idade do Casteleiro) e Francisco Manso, investigador e divulgador da história do concelho».
Mas cabe aqui também chamar à colação os elogios insertos no jornal ‘A Beira’ que, a dado passo escreve assim: «Situada na pitoresca aldeia do Casteleiro, muito próximo da Serra da Estrela e junto a uma das mais bonitas Aldeias Históricas de Portugal, Sortelha, a Casa da Esquila é um espaço privilegiado de gastronomia.
«A oferta da Casa da Esquila é potenciada pelos fantásticos recursos naturais que a região dispõe, que aliados à riquíssima cultura e tradição gastronómica, complementados pela experiência dos profissionais que tornam a mesa da Esquila uma visita obrigatória».
Por tudo isso, ficam aqui também os meus parabéns, jovem Chef Rui Cerveira.

Anascer uma aldeia
Acabo de saber que afinal não há nada as que sempre chamámos ‘Quintas’ do Anascer, mas sim uma aldeia, uma localidade, que pertence a dois concelhos e a duas freguesias: de um lado, claro, o Casteleiro, Sabugal, do outro a Benquerença, Penamacor.
Não as quintas mas a aldeia é dada como «uma localidade interessante e inesperadamente animada no Verão».
Parabéns, caros Descendentes do Anascer dos meus tempos de criança de 4 ou 5, 7 anitos…
Queira ler então este rasgado elogio do blog ‘Nabisk’: «Para quem não sabe, estas fotografias reportam a um pedaço da bela ribeira das Quintas do Anascer. Em tempos não muito remotos houve moinhos que durante parte do ano, moíam sem parar a alva farinha que se transformava em pão que alimentou gerações. Hoje, resta a beleza quase em estado selvagem, inspiradora de poetas e pintores, e dos moinhos, restam ruínas. É pena que pouco ou nada se tenha feito para preservar este património que em tão pouco tempo desapareceu. Coisas de tempos modernos. Vão por mim, numa próxima visita à Aldeia vão até lá e garanto-vos que não se arrependerão. Qualquer altura do ano é óptima para lá estar».
Vivam então as Quintas do Anascer.
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«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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