Turismo Centro pede melhor sinalética turística

Turismo Centro Portugal - Capeia Arraiana

O presidente da Entidade Regional Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, defendeu esta quinta-feira, 11 de Junho, em Coimbra, que o papel dos municípios no desenvolvimento turístico também exige atenção sobre aspectos como acessibilidades, mobilidade, estacionamento e sinalética turística.

Pedro Machado - Turismo Centro de Portugal - Capeia Arraiana

Pedro Machado – Turismo Centro de Portugal (foto: D.R.)

Às câmaras municipais compete «qualificar as condições de visita» dos turistas nos seus respectivos territórios, sustentou o responsável pelo turismo na região Centro, durante as segundas Jornadas Internacionais de Arquitectura, que decorrem hoje e sexta-feira em Coimbra.
«Deve ser preocupação das autarquias criar boas acessibilidades e mobilidade nos seus territórios, ter uma boa iluminação ou uma sinalética eficiente», exemplificou Pedro Machado, sublinhando que «sectores como os da hotelaria e da restauração devem competir aos privados».
«Se um turista anda às voltas durante 30, 40 ou mais minutos à procura do hotel» onde marcou alojamento, dificilmente fica com vontade de voltar ou dará boas referências dessa terra a outras pessoas», exemplificou Pedro Machado.
As câmaras municipais, para promoverem o desenvolvimento do turismo, têm de se preocupar com a requalificação e revitalização do património, com as acessibilidades, mobilidade e ordenamento do território e com a sustentabilidade, defendeu Pedro Machado.
«O destino turístico tem de responder a necessidades económicas, sociais e culturais, e ambientais e sustentáveis», sintetizou o presidente da Turismo do Centro, alertando que, por outro lado «a atitude turística não pode ser pensada apenas a partir de um recurso» e que é necessário, cada vez mais, diversificar a oferta.
Detendo-se sobre o caso de Coimbra, o presidente da Turismo do Centro defendeu a necessidade de esta cidade ter «uma visão de região» e não pensar e agir em função de si própria. «Coimbra tem de se afirmar e olhar para a região Centro, que, no plano do turismo, abrange cem concelhos e é, em termos territoriais, a maior do país», acrescentou.
«Coimbra e a região Centro não competem com Lisboa ou Porto, têm de competir com outras cidades europeias como, por exemplo, Barcelona», sustentou Pedro Machado.
A segunda edição das Jornadas Internacionais de Arquitectura decorreu quinta e sexta-feira, no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, por iniciativa da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos e do Núcleo de Arquitectos da Região de Coimbra, com a participação, designadamente, de arquitectos de Portugal, Espanha e Itália.
Sob o tema «Património versus Turismo» o encontro pretende «compreender como se comporta o património», numa altura em que o turismo se encontra em crescimento e, por outro lado, como a aposta na reabilitação e requalificação do espaço público pode afectar positivamente o turismo.
jcl (com Turismo Centro de Portugal)

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