Sem consciência ética não existe Liberdade

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

O Homem tem consciência da sua Liberdade, tem consciência de que é um ser livre, mas ao mesmo tempo também tem consciência de que a sua Liberdade está exposta a riscos e condicionalismos que podem converter essa mesma Liberdade em violência por parte das instituições, em miséria, desemprego e pobreza extrema, como acontece presentemente em Portugal.

Temos de combater os que oprimem a nossa Liberdade

Temos de combater os que oprimem a nossa Liberdade

A Liberdade origina, no interior do individuo, um medo nascido da consciência de que ele adquiriu que ao ser livre é responsável perante si e perante os outros. Este medo é uma espécie de tributo pela sua Liberdade, alguns negam-se a pagá-lo! Viram-se então de braços bem abertos para uma qualquer ideologia totalitária, dizem que é mais fácil viver assim…
O Homem não é só isto ou aquilo, mas à sua natureza pertence também o poder ser o que não é, esta é a essência da Liberdade. O Homem é por si mesmo um ser com identidade autónoma, por isso tem sempre a possibilidade de tomar decisões próprias, o que quer dizer que é livre e responsável pelos seus actos, mas essa autonomia decisória ou electiva não é ilimitada, depende da sua natureza e das condições que o rodeiam, isso explica porque é que a maioria das pessoas seja um produto das condições familiares, sociais e até históricas que a rodeiam, condições que as vêem nascer, crescer e desenvolverem-se.
A Liberdade do Homem é uma Liberdade condicionada, em primeiro lugar pela Liberdade dos outros, e depois pelas instituições, Estado, é com isto que tem de contar desde o início, podemos então dizer que a Liberdade contém dentro dela a sua própria negação. Rousseau, no seu Contrato Social diz que o Homem nasceu livre, mas está rodeado de cadeias por toda a parte, também podemos dizer que o poder do exterior é sempre superior ao poder de um individuo.
Com tudo isto querido leitor(a), fica esta obrigação, temos o direito e o dever de combater os sistemas políticos e socioeconómicos que reduzam ou oprimam o nosso direito à Liberdade.

Há, depois, toda uma série de pessoas de todos os estratos sociais que detestam a Liberdade porque a associam aos crimes de delito comum à falta de justiça, ao mau funcionamento das instituições, ao roubo descarado das grandes empresas (água, luz, gás, etc.) e à corrupção de muitos governantes em quem acreditámos e demos o nosso voto. Isto que aqui frisei não é Liberdade, é libertinagem, devassidão de crápulas e ladrões que estão empenhados em destruir a verdadeira Liberdade.
A Liberdade é eu poder escrever este artigo, num regime ditatorial era impensável escrever o que escrevi.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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