Castanheiro

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

Manuel Leal Freire brinda-nos com uma nova vaga de sonetos, desta feita elaborados em louvor da Madre-Natura. Em cada semana, ao domingo, a poesia do bismulense de pena firme e de memória prodigiosa deslumbra-nos com a exortação às árvores e arbustos que fazem parte na paisagem raiana.

Castanheiro

Castanheiro

Da minúscula semente a gigante dos gigantes

Por um velho foral da meia idade
Achado nos arquivos dum mosteiro
Se pode extrair certidão de idade
Daquele milenário castanheiro

Reinava Dom Pelagio e a cristandade
Ainda mal rompia o cativeiro
Alvorecia então a hispanidade
E o solo tinha ânsias de canteiro

De bolsilho de frade, uma grainha
Qual grão de mostarda miudinha
Caiu entre rochedos e vingou

Rodaram séculos e fez-se tamanha
Que mais do que qualquer outra na montanha
Em fama, honra e bens frutificou

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«Poetando», Manuel Leal Freire

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