Corpo Nacional de Escutas – Luz da Paz de Belém

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Telefonei a um dirigente escutista – Francisco Alves Monteiro-, com mais de cinquenta anos prestados ao Escutismo Católico, autor do Livro «História do Escutismo em Setúbal e na Região» e galardoado com a mais alta condecoração (o Colar Nuno Álvares). Informa-me que se encontra em Braga, aguardando a chegada da «Luz da Paz de Belém».

A Luz da Paz de Belém

A Luz da Paz de Belém

Nunca tinha ouvido falar nessa ação do Movimento Escutista. Reconheço o meu «analfabetismo» escutista neste caso. Procurei saber de que acontecimento se tratava.
Esta iniciativa nasceu em 1989, numa ação conjunta da Televisão Austríaca, Escuteiros e Guias desse País. Assim, esta parceria seleciona todos os anos pelas suas qualidades sociais e cívicas, uma criança escuteira, que se desloca à Gruta de Belém, onde recolhe a Chama da Luz e a transporta até Viena. Ali as delegações representativas de todos os países europeus recebem a Chama Acesa, Em Portugal, todos os anos uma Junta Regional do CNE se candidata a esta missão escutista, e no ano de 2014 foi selecionada a de Braga.
No dia 14 de Dezembro, praticamente todas as Juntas Regionais aguardaram a chegada da Luz da Paz de Belém à Sé de Braga. Numa cerimónia religiosa presidida pelo seu Arcebispo- D. Jorge Ortiga-, foi entregue aos Delegados das Juntas Regionais, que a transportaram para as suas sedes, a fim de que em cada uma se proceda à distribuição pelos agrupamentos.
Este ano, o significado desta Luz da Paz de Belém tem quatro objetivos. O primeiro é, segundo as palavras do Papa Francisco, suscitar o «anseio de confessar a fé», intensificar «a celebração da fé», credibilizar o «testemunho de vida dos crentes» e ainda «descobrir novamente os conteúdos da fé».
O segundo objetivo é viver o tema proposto: guiados pela Luz de Belém, Mensageiros da Paz.
O terceiro objetivo é preparar os escuteiros e os paroquianos para receber a Luz da Paz de Belém, comprometendo-se na partilha e encontro com outras pessoas.
E o último objetivo é reforçar a comunhão com todas as pessoas que pelo mundo inteiro trabalham pela Paz.
Que a Luz da Paz de Belém vá para as Regiões, os núcleos, os agrupamentos e chegue às casas das comunidades.
Segundo Joaquim Castro de Freitas, Secretário Internacional, «não há Paz sem Luz, e esta é o caminho para aquela. E cada um de nós é o mensageiro, o enviado para que chegue, pela nossa mão, cada vez mais longe. A Luz de Belém e a Paz (…) Por isso, o desafio é que te desacomodes, que saias do sofá, da sede e venhas buscar a Luz. Partilha-a com todos os quantos possas, partilha um sorriso, um abraço e a história desta Luz tão pequenina, mas tão poderosa. Vive-a em equipa e torna-te um Mensageiro da Paz. E não deixes que se apague no teu coração. Porque tu podes ser a diferença que sonhas para o mundo. Porque essa é uma diferença que vale a pena! Está nas tuas mãos!»
Por iniciativa dos Escuteiros do Agrupamento 1335 do CNE de Aldeia de Joanes, foi levado a efeito uma encenação do Nascimento de Jesus, com a visita dos pastores e reis magos, à luz das quatro velas dos domingos do advento e uma com maior dimensão, acesa na Eucaristia da Noite da Natividade. Também viveram a Luz da Paz de Belém.
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«Aldeia de Joanes», crónica de António Alves Fernandes

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