Câmara da Guarda não aceita fechar escolas

Câmara Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana (orelha)

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, anunciou hoje que se opõe à aplicação da «lei cega» que prevê o encerramento, no próximo ano lectivo, de escolas com menos de 21 alunos.

Jovens alunos com Álvaro Amaro na Câmara Municipal da Guarda

Jovens alunos com Álvaro Amaro na Câmara Municipal da Guarda (foto: C.M.Guarda)

Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda, deu a conhecer esta sexta-feira que enviou recentemente um ofício à Delegada Regional de Educação do Centro, sobre a reorganização da rede escolar no ano lectivo de 2014/2015, no qual manifesta o «parecer desfavorável» relativamente à reestruturação da rede, que implica o encerramento de algumas escolas e jardins-de-infância no concelho.
Na missiva enviada à Delegada Regional de Educação do Centro, Amaro lembra que a atual rede escolar do concelho da Guarda resulta de um processo que compreende «a construção de três centros escolares e o encerramento de 33 escolas do 1.º ciclo do ensino básico». O processo implicou, além do investimento nas infraestruturas «a implementação de um complexo e dispendioso sistema de transportes».
«As escolas restantes, incluindo aquelas que atualmente têm um número reduzido de alunos inferior ao limiar de 21, contribuem para o equilíbrio de um sistema que considera a qualidade dos serviços educativos e complementares, a sua operacionalidade, os custos, a satisfação dos munícipes e o superior interesse das crianças», justifica o autarca.
«Eu não aceito, em situação alguma, que se aplique uma redefinição da rede escolar, a chamada lei cega que existe há alguns anos, e que diz que as escolas com menos de 21 alunos devem fechar», declarou o presidente da autarquia na reunião do executivo.
O autarca justificou a posição assumida por considerar que «21 alunos, na Guarda, não é o mesmo que 21 alunos na área metropolitana de Lisboa ou do Porto».
Álvaro Amaro não apontou quantos estabelecimentos de ensino estão em risco de fechar no município, dizendo acreditar que “o bom senso” venha a imperar, tendo em conta que defende, “ao limite”, que continue a funcionar “o maior número de escolas” no mundo rural.
Depois de indicar que «não são visíveis quaisquer benefícios decorrentes do encerramento», a Câmara da Guarda reitera o parecer «desfavorável à reestruturação da rede que implique o encerramento de algumas escolas e jardins-de-infância».
A autarquia refere que é «secundada por autarcas, famílias e populações que se manifestaram, activamente, contra qualquer propósito de encerramento» de estabelecimentos de ensino.
jcl (com agência Lusa)

One Response to Câmara da Guarda não aceita fechar escolas

  1. Alice Pissarra diz:

    Estou de acordo com a prespetiva do Presidente da Câmara da Guarda, pois as nossas aldeias estão a ficar completamente desertificadas. O encerro das escolas iria prejudicar a aprendizagem das crianças, pois teriam de se levantar muito cedo e iriam fazer mais quilometros é pena que o Ministro da Educação não se desloque á nossa cidade para constatar a realidade com que as crianças se deparam.

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