Ensino superior no interior debatido na Guarda

IPG - Instituto Politécnico da Guarda - Capeia Arraiana

«O Ensino Superior no Interior do País» foi o tema de um encontro de autarcas e dirigentes de instituições de ensino superior que decorreu no dia 5 de Fevereiro na cidade da Guarda.

Intervenção do presidente do IPG

Intervenção do presidente do IPG

O encontro foi coordenado pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e a Câmara Municipal da Guarda (CMG), e seguiu-se ao Congresso da Interioridade realizado, em Novembro, em Bragança.
Promover a reflexão e debate entre responsáveis das Universidades, Institutos Politécnicos e autarcas, sobre o presente e futuro do ensino superior nas regiões do interior, foi o objetivo principal desta iniciativa, que teve lugar no Auditório da Câmara Municipal da Guarda.
Para o Presidente do Instituto Politécnico da Guarda, Constantino Rei, «o interior de Portugal apresenta assimetrias a vários níveis com o litoral, sobretudo ao nível da distribuição da população, da localização dos principais centros urbanos, do número de entidades empregadoras e da atividade económica em sentido lato, indicadores que, no seu conjunto, configuram uma realidade dual e profundamente assimétrica no país, com características estruturais.»
Constantino Rei acrescenta que «por outro lado, os estudos de natureza científica demonstram que as instituições de ensino superior representam um valor muito substancial para o país na globalidade e para cada região em particular, tanto do ponto de vista da qualificação que ministram, como também, e sobretudo, do ponto de vista dos efeitos positivos que geram para os territórios em que operam e que gravitam em torno da sua área de ação, num conjunto articulado de dimensões, onde se inclui a económica, a social, a demográfica e a cultural, em prol da desejada coesão territorial e social.»
No encontro, hoje realizado na Guarda, foram debatidas algumas ideias e propostas que vão ser compiladas e apresentadas aos Ministros da Educação e Ciência, e do Desenvolvimento Regional, «na medida em que os problemas extravasam as instituições de ensino», referiu o Presidente do IPG.
Constantino Rei destacou, entretanto, a necessidade de serem criadas condições para que «o número de candidatos ao ensino superior cresça, tendo em vista o cumprimento das metas europeias, o que poderá ser feito alargando a base de recrutamento de alunos para ingresso nas licenciaturas».
Por outro lado, realçou que neste encontro foi evidenciada a importância de «o governo regular a rede pública e definir as políticas públicas, nomeadamente as políticas de educação, de cariz nacional, promovendo um ajustamento entre a oferta de vagas e o número de candidatos ao ensino superior».
Ao nível destas políticas públicas (de educação), foi considerado no decorrer deste encontro que os critérios para funcionamento e financiamento dos ciclos de estudos devem ser diferenciados, e ter em consideração, entre outros aspetos, os critérios da densidade populacional e da oferta única na região de referência, tendo em vista a coesão territorial e o incentivo à articulação regional.
O Presidente do Instituto Politécnico da Guarda adiantou, a propósito desta reunião, que «os fundos comunitários deverão potenciar a redução das disparidades de desenvolvimento económico, coesão social e coesão territorial que marcam profundamente muitos territórios».
Neste encontro participaram os Institutos Politécnicos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Tomar e Viseu, bem como as Universidades da Beira Interior, Évora e Trás-os-Montes e Alto Douro.
Abrantes, Beja, Bragança, Castelo Branco, Elvas, Guarda, Lamego, Mirandela, Portalegre, Seia e Tomar foram algumas das câmaras municipais que estiveram presentes.
plb (com IPG)

One Response to Ensino superior no interior debatido na Guarda

  1. Ramiro Matos diz:

    A minha posição sobre o futuro do ensino universitário/politécnico no interior beirão é público e claro.
    Não estou minimamente preocupado com o futuro das instituições universitárias – UBI, IPG e IPCB.
    O que me preocupa é qual o papel que estas instituições podem e devem desempenhar no processo de desenvolvimento das Beiras e serra da Estrela.
    E se estas escolas têm uma palavra a dizer, a liderança deve caber à CIM e aos seus órgãos dirigentes.
    Isto é, qual o papel que os líderes regionais pretendem que o sector do ensino superior desempenhe no processo de desenvolvimento?
    O resto é conversa fiasda, para a qual não contarão nunca comigo…

Deixar uma resposta