Poetando – Seixo do Côa

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual aos domingos vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta dedica um soneto ao Seixo do Côa.

SEIXO DO CÔA

A água sussurrante é arquitecto
Primoroso também em esculturas
Fortuito de acasos o projecto
Infalível nas suas estruturas

Deslumbramento de iluminuras
O diamante perde no conspecto
As gemas de quilate mesmo as puras
Roladas pelo Coa dão selecto

As pedras que do dorso da montanha
Desceram saltitando penha a penha
E entraram na corrente, toa a toa

Quedaram-se e eram já prodígios
Nas grutas sonorosas dos rodízios
E a mais lustrosa foi Seixo do Coa

«Poetando», Manuel Leal Freire

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