«Barriga da baleia» no TMG

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

No sábado, dia 19 de Outubro, o TMG apresenta o espectáculo «Barriga da baleia», de António Jorge Gonçalves. Trata-se de uma actividade integrada na iniciativa Famílias ao Teatro e que será apresentada em duas sessões na Caixa de Palco do Grande Auditório: às 11h00 e às 16h00. O espectáculo é para maiores de 4 anos.

Espectáculo «Barriga da Baleia»

Espectáculo «Barriga da Baleia»

Esta pequena epopeia marítima de desenhos luminosos, objectos manipulados e canções, conta a história de Sari, uma menina de quatro anos que, cansada de esperar que os pais acordem, decide ir sozinha até à praia. Lá encontra Azur, mas é imediatamente engolida por uma grande onda que a leva pelo mar adentro, até à boca escancarada de uma baleia.
Lá dentro, a solidão reina, apesar dos bichos estranhos que habitam entre os dentes grandes e de um velho muito velho que conta quantos peixes tem o mar. Vale-lhe, então, o engenhoso Azur que, vazando a água do oceano para dentro de um grande buraco, a consegue libertar.
Mas que será feito agora da baleia e daqueles peixes, sem uma pinga de água para nadar? António Jorge Gonçalves e Ana Brandão apresentam esta pequena epopeia marítima com palavras e canções embarcadas em desenhos luminosos e objectos manipulados.
“Barriga da baleia” é uma criação de António Jorge Gonçalves, com interpretação de Ana Brandão (narração, canções e movimento) e António Jorge Gonçalves (realização plástica, desenho e manipulação de objectos, sonoplastia).
António Jorge Gonçalves é um conhecido e reconhecido ilustrador português, desde 1978 que publica banda desenhada em jornais, revistas e fanzines em Portugal, Espanha, França e Itália. É colaborador do Inimigo Público, suplemento do “Público”. Trabalha com muita frequência para teatro.

Homenagem a Álvaro Cunhal
A Comissão das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal apresenta com o apoio do TMG o espectáculo “Música com paredes de vidro [concerto para o centenário de Álvaro Cunhal]”. A iniciativa tem lugar no Pequeno Auditório na sexta, dia 18 de Outubro e conta com a concepção e recriação de canções de Carlos Canhoto, Fausto Neves e Manuel Pires da Rocha.
Se as “Paredes de Vidro” ilustram bem este concerto na fusão dos sons de diversas proveniências – Canções Revolucionárias Internacionais e Nacionais com a Música de Lopes-Graça, quer próxima da recolha popular, quer em mais erudita criação –, o autor daquela expressão, Álvaro Cunhal, na celebração do seu centenário, é o destinatário desta homenagem musical, a fonte inspiradora e o fio condutor das notas e das imagens que a compõem.

A meias com A. José Dias de Almeida e F. Carvalho Rodrigues
O professor António José Dias de Almeida e o cientista Fernando Carvalho Rodrigues são os próximos convidados da tertúlia “Café a meias [partilha de livros, discos, filmes e outros prazeres]” que o TMG promove todos os meses no seu Café Concerto. A iniciativa terá lugar no próximo dia 19 de Outubro, sábado, às 22h00. A entrada é livre.
Recorde-se que esta é já a sexta sessão da tertúlia “Café a Meias” que já contou com as participações de Helder Sequeira e Mota da Romana, Luís Celínio e Joaquim Igreja, e Maria Antonieta Garcia e Elsa Fernandes, Carlos Baía e Rui Correia e dos candidatos à Câmara Municipal da Guarda Álvaro Amaro, Baltasar Lopes, José Igreja, Mário Martins e Virgílio Bento.

OfiCena 4
O TMG vai promover pela quarta vez a edição da OfiCena – Oficina de Expressão Dramática, desta vez com a orientação da professora Filipa Teixeira. Os interessados deverão inscrever-se na bilheteira do TMG até 18 de Outubro; o valor da inscrição é de 10 euros. Trata-se de uma oficina para jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos que decorrerá uma vez por semana durante 6 meses (de Novembro de 2013 a Maio de 2014). A OfiCena está limitada a 16 participantes.
Filipa Teixeira é Licenciada em Teatro e Educação, tem uma pós-graduaçãoem Animação Teatral e encontra-se a concluir o Mestrado na mesma área. Estreou-se enquanto actriz na Bruxa Teatro no espectáculo Murli Murlo de Nikolai Koljada, encenação de Paulo Alves Pereira. Deu continuidade a esta actividade no Teatro das Beiras nos espectáculos “Arca dos Sonhos” e “os Piratas” encenação de Graeme Pulleyn e, tem colaborado também com o Teatro Municipal da Guarda/Culturguarda nas seguintes produções: “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo”; “Guarda: a República”; “Guarda: Rádio Memória”; “Guarda: Sopro-vital”.
Para além da sua actividade enquanto actriz, deu aulas de Expressão dramática a turmas de crianças dos 6 aos 18 anos e participou na concepção e prática de dois projectos “Férias no Teatro” e “Segurarte”, ambos no âmbito das Artes e Expressões.
Ainda no âmbito da Expressão Dramática/Teatro fez várias formações de curta duração com Ingrid Koudela, Dragan Klaic, Valentin Teplyakov, Bárbara Heliodora, entre outros.
Atualmente exerce funções de docente no Instituto Politécnico da Guarda.

Exposição de Alberto Carneiro
Está patente na Galeria de Arte do TMG até 27 de Outubro a exposição “Meu corpo vegetal” do “escultor da natureza” Alberto Carneiro.
Alberto Carneiro nasceu em 1937. Entre os 10 e os 21 anos, aprendeu o ofício de santeiro nas oficinas de arte sacra da sua terra natal. Diplomado pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto e Pós-Graduado pela Saint Martin’s School of Art de Londres. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian: Porto e Londres e Professor Associado, Agregado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.
Leccionou no Curso de Escultura da ESBAP, no Curso de Arquitectura da FAUP e foi responsável pela orientação pedagógica e artística do Círculo de Artes Plásticas, Organismo Autónomo da Universidade de Coimbra. Dedicou-se ao estudo do Zen, do Tao, do Tantra e da Psicologia Profunda. Viajou pelo Oriente e pelo Ocidente para viver e interiorizar outras culturas. Expõe desde 1963. É um dos mais importantes escultores portugueses da actualidade.
Sobre esta exposição, o artista escreveu: «Estas esculturas são vivências vegetais do corpo como natureza, na busca da sua realização poética. O meu corpo vegetal revela quarenta e nove mementos estéticos sobre a terra e figura a Mandala do seu ser. Vinte e uma esculturas de uma única árvore, um castanheiro secular, para a unidade da exposição. E ainda o meu corpo floresta, árvore, flor e fruto: casa do corpo e da floresta».
A exposição poderá ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. É apresentada no TMG numa parceria com os Artistas Unidos. A entrada é livre.
Susana Adaixo (TMG)

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