TMG recria folhetim de rádio

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

«Simplesmente Maria», é o folhetim de rádio que vai ao palco do Teatro Municipal da Guarda (TMG), que também apresenta proximamente um filme de Michael Haneke e uma exposição de pintura de Ambrósio Ferreira, bem como uma conversa com o político e homem de cultura Ruben de Carvalho.

O folhetim de rádio em palco

O folhetim de rádio em palco



«Simplesmente Maria» de Mirró Pereira
«Simplesmente Maria» é uma comédia que revisita o folhetim de rádio e a época em que ele fez furor e que vai estar no Pequeno Auditório do TMG no sábado, dia 20 de Abril, pelas 21h30.
Trata-se de uma encenação e texto original de Mirró Pereira, criada a partir do universo radiofónico dos anos 70 e inspirado nos folhetins de rádio-teatro. «Simplesmente Maria cruza a trama de um folhetim escrito ao género dos sucessos radiofónicos com o quotidiano da década de 70 em Portugal, através de estórias ficcionadas de actores que o interpretam. São, por isso, frequentes as referências a este género teatral e suas técnicas e ao período que antecedeu a revolução de Abril», refere o texto que divulga o espectáculo. O resultado é um espectáculo repleto de música, notícias, jingles, revolução, amor, drama e comédia.
«Simplesmente Maria» devolve à memória colectiva um momento que promete transportar o espectador para um Portugal não muito distante.
«Simplesmente Maria» tem no elenco Ana Lopes Gomes, Bernardo Gavina, Carolina Parreira, Daniel Moutinho, Joana Barros, João Duarte Costa e Sofia Santos Silva e conta ainda com as vozes dos actores Anabela, Bernardo Gavina e José Neves.

«Amor», de Michael Haneke
Na terça-feira, dia 23 de Abril, o TMG apresenta o premiado filme «Amor», do realizador Michael Haneke. A sessão está marcada para as 21h30 no Pequeno Auditório.
Na história: Georges e Anne são octogenários, pessoas cultas, professores de música reformados. A filha, igualmente música, vive no estrangeiro com a família. Um dia, Anne é vítima de um acidente. O amor que une este casal vai ser posto à prova.
Classificado para maiores de 12 anos, o filme conta no elenco com Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert, Alexandre Tharaud, William Shimell e Rita Blanco.
“Amor” recebeu a Palma de Ouro no último Festival de Cannes e o também o Óscar 2013 de Melhor Filme Estrangeiro.

Ruben de Carvalho

Ruben de Carvalho

«A cantiga é uma arma», por Ruben de Carvalho
Na véspera do Dia da Liberdade, a 24 de Abril, o jornalista Ruben de Carvalho dinamiza uma tertúlia no Café Concerto do TMG que tem como tema «a ligação da música popular à vida e à manifestação dos povos».
Na tertúlia «A Cantiga é uma arma», Ruben de Carvalho falará sobre as músicas que marcaram o período da ditadura, o 25 de Abril em Portugal e ainda outras «revoluções» e manifestações por esse mundo fora.
A conversa está marcada para as 22h00 e tem entrada livre.
Ruben de Carvalho, jornalista, é comentador da SIC Notícias e autor do programa semanal «Crónicas da Idade Mídia» da Antena 1, programa que passa em revista os acontecimentos da História do século XX que estão directamente associados à música.
Foi chefe de redacção da «Vida Mundial», redactor coordenador de «O Século» e chefe de redacção do semanário «Avante!», a partir do nº 1 da série legal.
Foi também director da rádio local «Telefonia de Lisboa» e responsável pelo «Avante!», órgão central do PCP, de Abril de 1974 a Junho de 1995; foi membro do Conselho de Opinião da RTP em 2002; foi colunista do Expresso.

«A Queda dos Anjos», de Ambrósio Ferreira
Está patente na Galeria de Arte do TMG, desde meados de Março, a exposição «A Queda dos Anjos», do artista plástico Ambrósio Ferreira. António Manuel Ambrósio da Silva Ferreira, pintor, desenhador e calígrafo, nasceu em 1951 em Castelo Branco. Licenciou-se em pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.
Actualmente vive em Lisboa, onde lecciona e cria. Os seus trabalhos estenderam-se às artes cénicas (cenografia e costumes para teatro e bailado) no conjunto predomina a pintura, divulgada em exposições colectivas e individuais, e o desenho publicado em livros de poesia e prosa.
O conjunto de obras expostas é parte de uma produção temática mais vasta pintada nos finais do século XX onde o artista reinventou o rosto da crise do mundo contemporâneo. A sua obra incorpora as estéticas orientais e é marcada por uma expressão de pincelada espontânea, onde ideia e forma constituem uma simbiose que sugere mas não representa, opção que confere uma realidade aberta às suas criações.
«A queda dos anjos» tem entrada livre e ficará patente na Galeria de Arte até 19 de Maio; pode ser visitada de terça a sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h00, aos sábados das 15h00 às 19h00 e das 21h00 às 23h00 e aos domingos das 15h às 19h.
plb (com TMG)

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