Até uma viagem de 1000 Kms começa com um pequeno passo

António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia Arraiana

Seis anos é muito ou pouco tempo, conforme o contexto em que considerarmos o tempo. Na História da Humanidade é um tempo infinitamente curto. Contudo, se atualmente é fácil compreender a Web 2.0 e as mudanças que se verificaram na forma como os cidadãos podem intervir, o mesmo não se passava há seis anos, pelo menos em Portugal. Digamos que, nesta perspetiva, seis anos é um tempo relativamente longo. Tão longo quantos os textos e as fotos, publicados num enorme número de artigos e tão longo quanto as mudanças na tecnologia e nos serviços da Rede, verificadas nos últimos seis anos.

Desde logo, a ligação entre o passado, através da designação Capeia Arraiana, e o presente/futuro de um novo meio para comunicar, foi uma escolha feliz. Que outra marca de identidade pode ser mais forte que essa, nomeadamente para os ribacudanos?
O Capeia Arraiana, com o rigor das regras «tradicionais» de um Estatuto Editorial; com a identificação, sem lugar a dúvidas, dos seus administradores e dos seus colaboradores e a separação, também clara, entre a informação e a opinião, tornou-se uma referência para os sabugalenses e não só. Os quase 3.000.000 de páginas lidas é a prova insofismável da aceitação que este novo meio tem tido. No tempo dos homens está na idade «de ir para a escola», mas a verdade é que no Capeia Arraiana já se escreve e lê muito.
O Capeia Arraiana é já uma das «casas» do concelho do Sabugal e da região. Com a sua dinâmica tem permitido levar o Sabugal a quem está longe e trazer quem está longe ao concelho do Sabugal. Estão de parabéns os seus mentores pelo, empenho, dedicação, rigor e visão para interpretar os sinais dos tempos e agir em conformidade. Como escreveu o poeta espanhol António Machado: «Caminante no hay caminho, se hace caminho al andar.»
Continuem a fazer caminho.

«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

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