Feira Franca no Sabugal – LocalVisãoTv

A reportagem televisiva sobre a Feira Franca do Largo do Castelo do Sabugal tem a assinatura da LocalVisãoTv um dos Media Partners da iniciativa da «Casa do Castelo», do CyberCafé «O Bardo» e do Município do Sabugal. A ideia de revitalizar o Largo do Castelo foi um enorme êxito e está aprovadíssima. A partir de agora – no último domingo de cada mês – visite e participe na Feira Franca do Sabugal.

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8 Responses to Feira Franca no Sabugal – LocalVisãoTv

  1. ilia diz:

    A feira que decorreu “na antiga judiaria” da cidade, diz-se na reportagem. Não há notícia de ter existido algum dia uma judiaria no Sabugal. Mas a rapidez com que se generaliza erroneamente e se debitam o chavões 🙁

    • Kim Tomé diz:

      Não há noticia?
      Eu só por mim tenho algumas “noticias” (documentos) alguns com mais de 400 anos onde encontrei referencias a judeus do Sabugal e a essa importante judiaria que aqui existiu.
      E quanto a debitar “chavões”, não percebo porque será a expressão “judiaria do Sabugal” um chavão, até porque só recentemente esta questão tem sido referida com mais frequência.
      A judiaria do Sabugal existiu e era importante na época. Recusar este facto é recusar ver a realidade dos factos, pelo que não me parece despropositado e muito menos merecedor de escárnio a expressão utilizada pelo repórter que me parece ser correta.
      A expressão utilizada cumpre os critérios de rigor e acrescenta valor ao espaço, causando interesse no espectador, o que irá traduzir em mais visitas e nas consequentes mais valias para o concelho.
      Mais que recusar os factos devido a uma cegueira auto infligida, recusar a existência de uma judiaria no Sabugal, é desvalorizar deliberadamente os conteúdos históricos que acrescentam valor patrimonial ao Sabugal, como tal é uma atitude de “lesa património”.

      P.S. – fartei-me de usar chavões neste post 🙂

  2. joao valente diz:

    Existiu sim senhor. O censo de D. Manuel (1494? estou a citar de memória) aquando da expulsão dos judeus pelos reis católicos, dá conta de uma judiaria no Sabugal.

  3. ilia diz:

    E essa judiaria era no largo de Sta Maria do Castelo?! Em que se funda o repórter para o afirmar? Ou terá bastado a descoberta de um presumível altar judeu, exlibris da chamada “casa do castelo”, promotora da Feira Franca, para fundamentar a existência de uma judiaria no Sabugal?

    Não ponho em dúvida a presença judaica no Sabugal, ou em qualquer parte do território peninsular, onde, até D. Manuel I, cristãos e judeus viveram em relativa harmonia. O que questiono é a existência de um bairro dedicado, de uma judiaria, assim como de vestígios históricos substanciais dessa presença. Não precisa o Sabugal de alardear duvidosas e improvadas heranças para aumentar o seu valor patrimonial ou “acrescentar valor ao espaço”. E gostava de saber que documentos detém o Kim Tomé que atestem o que afirma. Entretanto, chamo a atenção para o 1º número da revista Sabucale, publicada pela CMS, onde Marcos Osório assina um artigo sobre “testemunhos do culto judaico” no Alto Côa.

    • Kim Tomé diz:

      ilia nao sei quem é!
      eu todos sabem quem sou!
      Não sou capaz de perceber essa sua preocupação em desvalorizar o que temos.
      Deve ser algum ressabiamento adquirido ou então está a fazer um jeito a um amigo ou familiar.
      Seja como for, para mim quem fala assim não quer o bem do Sabugal, está apenas interessado(a) em destruir o que temos.
      Desculpe la mas eu sou mais do género de construir, está a ver a coisa?
      Como tal deixe lá fazer quem faz bem e deixe-se de cenas inúteis que apenas tendem a destruir esta terra para isso já cá há muito ignorante.
      E quanto á revista “SABUCALE” e ao que a este assunto diz respeito já disse o que tinha a dizer há muito tempo neste blog.

  4. ilia diz:

    Desvalorizar o que temos? Pelo contrário, valorizar o que temos, sem o misturar com fábulas, de que não precisamos.
    Tinha ideia de que fazer bem era também fazer com rigor e seriedade…

    • jclages diz:

      Exmo(a) ilia
      (ou devo dizer The Legend of Zelda: Twilight Princess ilia ou será antes Rhea Silvia (Rea Silvia), também conhecida como Ilia, a mãe mítica de Romulus e Remus).
      Penso é que é precisamente o contrário. Vivemos todos num faz de conta de fadas e… padrinhos.
      Tanto rigor teórico e tão pouco trabalho no terreno.
      Venham as fábulas e valorizemos o que temos. Mas tão pouco tem sido feito nesse sentido.
      Temos pena mas parece-me que vive num mundo que é apenas seu.
      José Carlos Lages

    • Kim Tomé diz:

      Em nada do que disse relativamente à Judiaria do Sabugal, me permiti a veleidade de aplicar falta de rigor.
      Em nada do que disse relativamente à judiaria do Sabugal, me permiti a qualquer falta de seriedade.
      De tal modo que à minha custa fui procurar informação, indícios, provas, jeitos de ser que estão enraizados na cultura local, procurei e… encontrei! Encontrei o que me permitiu escrever o que escrevi, com a certeza de que não dizia algo que não fosse plausível.
      Encontrei mais do que esperava, mas não fui só eu que encontrei, muito mais pessoas encontraram e muito falta encontrar. Felizmente que nesta demanda, em que eu sou um leigo, há gente muito competente e reconhecidamente consideradas autoridades na matéria, que estão de acordo com esta perspectiva de que a Judiaria do Sabugal foi uma das mais importantes da região.
      E digo felizmente, não porque tenha qualquer interesse na matéria para além do interesse que qualquer Sabugalense deveria ter, o de valorizar o nosso património Histórico/Cultural.
      Contudo não posso deixar de notar que há muito quem tenha uma perspectiva diferente, que consiste em desvalorizar e despromover o que de melhor temos na nossa terra, e para mim o seu comentário insere-se neste tipo de posicionamento.
      Como tal estamos de lados opostos da barricada e eu jamais vou passar para o seu lado, eu estou do lado dos que fazem e promovem, você esta do outro lado.
      É assim a democracia, cada um ocupa o lugar que entende ser o seu.

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