Capeia Arraiana a património da UNESCO

No seguimento da minha sugestão de candidatar a Capeia Arraiana a Património Cultural da Humanidade na UNESCO tornada publica no dia 1 de Fevereiro de 2009, muitas tem sido as contribuições e ideias entretanto recolhidas.

Kim Tomé (Tutatux)Quando em Janeiro lancei a ideia publicamente aqui no Capeia Arraiana, já por diversas vezes a tinha abordado em privado com algumas pessoas com responsabilidades nestes eventos que a consideraram como inútil e desprezível.
Contudo, foi a minha crónica que em Janeiro sensibilizou efectivamente algumas pessoas para esta possibilidade, tendo desde então realizado o que se tem revelado um trabalho exaustivo de recolha de dados.
Com a recente crónica de Ramiro Matos, aumentou significativamente o número de pessoas que nos tem contactado com o objectivo de contribuir.
E assim, vai crescendo o número de apoiantes desta ideia que contribuem com dados, imagens, histórias que nos tem ajudado a constituir o processo de candidatura.
Nos últimos anos, muitas têm sido as fotografias que tenho realizado com o intuito de documentar esta tradição, disponibilizando algumas sob licença CC, nos meus sites de partilha e que agora se juntam às contribuições que nos vão chegando.
Com o trabalho já vai avançado e a certeza de que a Capeia Arraiana pode ser reconhecida pela UNESCO como património da Humanidade, estão reunidas todas as condições para tornar pública a esta iniciativa de carácter privado.
Este grupo de pessoas que se disponibilizaram para encetar esta tarefa é constituído por alguns Sabugalenses nomeadamente, eu Joaquim Tomé como autor da ideia, D. Natália Bispo a primeira pessoa a acreditar neste projecto e a sugerir um sem número de coisas (difícil é segui-la com o seu dinamismo), José Carlos Lages e Paulo Leitão Batista na qualidade de dinamizadores do órgão de informação (Capeia Arraiana) que primeiro acolheu a ideia e a decidiu divulgar e Ramiro Matos que com a sua experiência a lidar com estas coisas tem desde a primeira hora estado atento aos pormenores legais.
Este grupo de trabalho está agora na fase de compilar toda a informação disponível, como acreditamos que com a contribuição e empenho de todos podemos realizar uma melhor candidatura, vimos convidar os leitores deste blogue que porventura tenham algum documento, fotografia, filme ou alguma história relacionada com a Capeia Arraiana a enviar esse material para o email:
capeiaarraianaunesco@gmail.com

«O Bardo», opinião de Kim Tomé
kimtome@gmail.com

14 Responses to Capeia Arraiana a património da UNESCO

  1. Ramiro Matos diz:

    Kim Tomé

    Como deve calcular estou totalmente de acordo.

    Ramiro Matos

  2. Podem contar com a ajuda da página Aldeiadaponte.com.

  3. Manuel Maximino diz:

    Sou um dos visitantes que venho seguindo desde o inicio o (Capeia Arraiana). Parabens a estas pessoas que com estas boas ideias da Capeia no Unesco sera uma mais valia para a RAIA. Eu proprio Manuel Maximino lancei a ideia de constituir uma Associacao na minha vila o SOITO. ASS=O FORCAO. Pequena sugestao nao imitir aquela ideia dos Acores! NAO se esquecer que a capeia e o FORCAO è praticada e pertence aos ARRAIANOS na qual se fazem capeias e pegas ao forcao.

  4. Excelente iniciativa!

    Não sabia desta candidatura (ou não me lembrava, será o termo mais correcto) da capeia arraiana a candidatura da Unesco, sinal que só está a ser mais divulgada nas útimas semanas pelo kim (Nome por que vou tratar o Joaquim Tomé daqui por diante) e por quem faz mexer essa terra.

    Antes de mais nada apresento-me como uma pessoa que está de fora, que é de longe e que nunca tinha estado em contacto com a cultura sabugalense.

    Com o êxodo citadino que o kim fez do centro da cidade de lisboa para Rendo e consequente movimentação estratégica para o centro do Sabugal, ele, como bom amigo que é, deu-me a conhecer a mim e à minha namorada e amigos, a imensa cultura local que essa zona apresenta, as pessoas e as belas paisagens.

    Infelizmente só tive oportunidade de conhecer a Capeia Arraiana há relativamente pouco tempo, pois das vezes que aí me desloquei nao tive oportunidade de ir a uma.

    Fiquei logo com a ideia de “tourada” e “fazer mal aos bixos”, factos completamente errados com que a minha ignorancia me toldava. Percebi que é apenas uma brincadeira com os animais e que toda a gente só lá está para se divertir, beber e comer (e que bem que se come…!).
    “Cheguei-me” ainda mais perto das pessoas do sabugal e conheci alguns costumes dos mesmos, fazendo com que cada vez tenha mais vontade de voltar e reencontrar as pessoas e eventos que aí se vão passando.

    Penso que os primeiros passos que têm que tomar é a desmistificação de que é uma tourada, informem as pessoas do que se trata, gravem videos e mostrem-no ao mundo (youtube?). Agarrem em alguém com talento e nalgum dinheiro, gaçam um género de documentário e mostrem aquilo que são.

    Da minha parte o kim e toda a capeia arraiana pode contar comigo naquilo que for preciso, têm os meus contactos e disponibilidade.

    Um muito obrigado a todos do Sabugal e especialmente ao Kim, pelas razões todas que ele sabe e um dia destes apareço mesmo aí sem dizer nada.

  5. Kim Tomé diz:

    David surpreendeste-me e emocionaste-me com as tuas palavras, obrigado amigo por me deixares saber por palavras tuas o que já sentia nos teus actos.
    Obrigado pelo teu apoio a esta minha ideia e por saber que não sendo natural de cá, também tu te tornaste um Sabugalense na alma.

  6. Mário Baião diz:

    Há mais de trinta anos que ando por essas paragens, terras do concelho do Sabugal.
    Não sou um dos melhores aficionados destas lides. Mas reconheço um valor incalculável, como modalidade ligada aos toiros, única e original desta zona raiana.
    Pelo que estou convicto, não é praticada em mais nenhuma parte do mundo.
    Julgo que seria um enorme erro, não fazer eco desta forma ímpar de brincar com os toiros, sem que estes sejam mal tratados e que não haja um risco não calculado para os humanos que participam na brincadeira.
    Também não podemos descurar o valor patrimonial da modalidade, muito menos nesta fase, em que as terras do interior estão a ficar cada vez mais esquecidas e as suas gentes mais raras.
    Dou todo o meu apoio para que o processo ande para a frente e a raia seja reconhecida, pela forma única de enfrentar as feras de cornos e pela coragem e apego que os rapazes e homens desta zona raiana, tem tido para com a modalidade.

    Quero deixar um abraço ao Kim Tomé, a todos os que tem feito andar o processo e mantido a velha tradição do FORCÂO.

    Mário Baião

  7. tiago diz:

    eu não sendo da raia mas pertenço o conselho axo uma + valia para o patrimonio do conselho, penso k a capeia na unesco só vai traser ó conselho todo de bom e que eu não sendo do lado da raia mas do conselho vams beneficiar dessa ideia acho k toda a ajuda para que o sabugal evoluia acho pouca mas como se diz devagar se vai ó longe.
    comprimentos

  8. Assim e que e falar, já que os vários governos os presidentes de câmara e de algumas juntas de freguesia nada fazem para desenvolver e divulgar a historia e o bonito que é o concelho Sabugal, ao menos que seja alguém da terra (particular) a divulgar o concelho
    PS: eu tambem nao sou do Sabugal a Mãe dos meus filhos e que é, saudações arraianas

  9. João Patricio diz:

    Apesar de não ser Sabugalense de raiz mas residente há 21 anos em Rendo, casado e com filhos no concelho, adorava que esta candidatura se concretizasse.

  10. Carlos Alexandre - Transcudania diz:

    Na qualidade de presidente da Associação Transcudânia em nome da qual se tem elaborado várias candidaturas e iniciativas em prol do Sabugal. Nomeadamente, O Festival IBERFOLK, Colaborações e parcerias com o ICNB, Colaborações com a Agência Nacional para a Cultura Cientifica e Tecnológica com a realização de programas para o projecto Ciência Viva no Verão, e outras actividades de promoção cultural e valorização patrimonial, venho apoiar e disponibilizar a associação para tudo o que for necessário no âmbito desta proposta.

  11. Rute diz:

    Kim, tens o meu apoio a 200%.
    O Sabugal tem de aproveitar o que de melhor sabe fazer: A Capeia Arraiana.
    Porquê, caminhadas, btt, e assim por diante (actividades semelhantes a tantos concelhos); se temos algo ÚNICO, as Capeias Arraianas, e tudo o que elas envolvem: encerros, almoços convivios, forcão, etc.
    Não nasci no concelho, não conhecia as Capeias Arraianas; minha familia e amigos de Aguiar da Beira também não. Neste momento eles vêm DVDs e Fotos das Capeias Arraianas, com tanto entusiasmo; e comentam que é espectacular. Têm vindo ver estas actividades ao VIVO.
    Tal só acontece porque eu lhes mostrei um pouco do que é só “NOSSO” (do Sabugal).

    Concluindo, temos de lutar, TODOS JUNTOS, para que A CAPEIA ARRAIANA, seja património da UNESCO. Vamos mostrar a todos, a alma Raiana que nasce unicamente aqui… com toda a envolvente da Capeia Arraiana.

    Uma palavra de apreço ao Kim, pelo seu trabalho a nível pessoal, por toda a divulgação que faz por meio de publicação de fotos nos seus blogs!

    Tou aqui, para ajudar no que for necessário.

    Cumprimentos Arraianos

    Rute Martins

  12. Tó Sousa diz:

    Uma bela iniciativa que merece todo o apoio. Desde há meses que eu tenho lido ao Kim Tomé a proposta de se fazer algo pela Capeia e até agora nenhuma entidade oficial avançou. Tudo se calou, como se nada disso tivesse interesse, o que é lamentável.
    Não tenho o prazer de conhecer o Kim, mas vejo que é um grande sabugalense que merece o meu apreço.
    Força nisso!
    A. Sousa

  13. Mario Baiao diz:

    Senhora Rute Martins
    Não posso deixar passar em branco o que julgo ser uma má expressão.
    Sou um apoiante (como diz a senhora Rute) a 200% da Capeia Arraiana. Acho que é uma mais valia para a cidade e para toda a região arraiana, que a Capeia, como é merecedora, tenha o seu lugar ocupado na UNESCO.
    Não concordo quando vejo manifestado, medo ou indiferença, de sermos iguais aos demais, que praticam outras actividades.
    È de apoiar, tudo o seja um meio de trazer mais gentes, (turistas internos ou externo) para a região.
    Se alguém descobrir que a região é forte para a prática de jogo das cartas ou de outra qualquer actividade, porque não ??
    Não vamos ter medo de fazer coisas iguais, ou viver o trauma da vizinha ter umas calças ou uma camisa iguais as nossas.
    Vamos sim fazer o nosso melhor para divulgar, da melhor forma possível toda a riqueza da zona, que tem potencialidades que ainda nem foram exploradas.
    ( A UNIÃO FAZ A FORÇA)

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