Carta aberta ao Presidente da Câmara do Sabugal

«Senhor presidente, às vezes não basta fazer e nem sempre fazer muito. É preciso que se faça bem. É que também há doentes que morrem da cura… E o Sabugal morre mesmo, se não lhe acodem com o remédio certo!»

João ValenteSenhor Presidente da Câmara,
Fizeram-se muitas obras no concelho. As estradas arranjadas, saneamento e vários equipamentos urbanos em muitas freguesias, recuperação das Termas do Cró e um novo Centro Empresarial, entre outras, que o senhor presidente já enumerou num post anterior publicado aqui no Capeia Arraiana.
Para quem o conteste, as obras estão no terreno, são realidade que não se pode varrer para debaixo do tapete; o efeito pelo menos, já que mais não seja, reflecte-se no orçamento camarário, com o encargo na rubrica dos empréstimos contraídos para o efeito.
Nunca um executivo camarário foi tão dinâmico e deixa tanta obra feita. «Contra facta non rimenda!» [Contra factos, não há argumentos!]
O problema é que não há consenso sobre a vantagem das obras que o executivo fez, porque não resolvem os problemas estruturais do concelho; a saber: Desertificação, desaparecimento do sector produtivo tradicional, envelhecimento da população.
Refém do seu isolamento geográfico como terra de fronteira, o concelho apresenta esta patologia crónica persistente, que se vem inexoravelmente agravando e se revela impossível de travar.
Lembra um paciente, cujo diagnóstico sendo pacífico, mas que estando gravemente doente, não tem cura fácil.
Chama-se o médico à cabeceira do moribundo e o sábio esculápio toma-lhe o pulso onde a custo apalpa um fraco latejar da vida que não quer despedir-se; observa-lhe a língua esbranquiçada; ausculta-lhe a farfalheira dos brônquios; examina-lhe com vagares científicos o bacio; a cor anormal das fezes, a espessura vermelha da urina.
Encolhe os ombros resignado. O quadro é complicado: Anemia, fraqueza geral, apatia, prostração; Falham os sinais vitais; a morte aproxima-se, inevitável. Para justificar a deslocação e os honorários, receita cataplasmas, sangria e caldos de galinha.
Pois, senhor presidente, receio bem que as obras que este executivo fez, não tenham sido mais que cataplasmas, sangrias e caldos de galinha para as maleitas que afligem o concelho.
Não fixam população; não invertem a desertificação e envelhecimento da população; não atraem investimento para transformar e renovar o tecido produtivo.
V. Exa. trata a caldos de galinha quando devia prescrever vitaminas. Erra na terapêutica; morre-lhe o paciente.
As estradas, o centro empresarial, as termas e o saneamento não estimulam a iniciativa num concelho sem pessoas qualificadas, empreendedoras e sem pólos de atracção.
As obras de saneamento e urbanização de mais de um milhão de euros em Vilar Maior, por exemplo, não evitam que em dez anos a população residente esteja reduzida, pela lei natural da vida, a uma vintena de habitantes. Este exemplo é paradigmático.
Quem partiu já não volta; quem ficou acaba por morrer um dia; e ainda ninguém descobriu a forma de transformar giestas e barrocos em gente…
Concelhos com os mesmos problemas do Sabugal já não fazem estas obras, pela mesma razão de que já ninguém receita cataplasmas, sangrias e caldos de galinha a um anémico. Definem vários clusters sustentados no património histórico, cultural e natural do território, que servindo de pólos de atracção urbana, estabilizam a população e fomentam a iniciativa empresarial pela criação de novas oportunidades de negócio.
O vizinho concelho de Belmonte, por exemplo, criando os museus judaico e do azeite, e recuperando o centro histórico ligado aos descobrimentos, tem anualmente 275.000 visitantes, susteve a desertificação, aumentou a população residente e obteve um crescimento económico de 8%.
Senhor presidente, às vezes não basta fazer e nem sempre fazer muito. É preciso que se faça bem.
É que também há doentes que morrem da cura… E o Sabugal morre mesmo, se não lhe acodem com o remédio certo!
Atentamente,
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

40 Responses to Carta aberta ao Presidente da Câmara do Sabugal

  1. Elvira diz:

    Ora ai está!

    Quando os candidatos verdadeiros andam calados que nem uns comprometidos surge alguém que merece ser lido com muita atenção.

    Temos lido opiniões e comentários sobre tudo e todos e especialmente sobre o sexo dos anjos. Finalmente aparece alguém que com muita lucidez explica o que pensa sobre o momento actual do concelho do Sabugal.

    Excelente discurso. Vale a pena ler e voltar a ler.

    Os meus parabéns.

  2. joaquim diz:

    Terrível!

    Na mouche!

  3. eneves diz:

    Não deixa de ser um paradoxo!!!
    Uma metáfora que define o que se passa no concelho do sabugal, utilizando o exemplo da problematica da saude e do doente, não seria melhor termos utilizado uns “genéricos” ao inves de medicamentos de “marca”?? no minimo poupava-mos uns trocos.
    Pois neste momento estamos a tratar o doente com medicamentos de “marca” mas com uma agravante, todos sabemos a doença que tem, so que o director clinico desta unidade teima em manter a profilaccia dada ao doente, mesmo que ele estaja SISTEMATICAMENTE a piorar.
    Aconselho ao SR. Director desta unidade a ver uma serie chamada “DR. HOUSE”, porque pode ser teimoso mas sempre vai alterando a profilaccia em função da alteração dos diagnostico que o doente apresenta.
    O sabugal está neste momento entre a UCI e a MORGUE.

    Saudações raianas

  4. Sergio Vaz Correia diz:

    Completamente de acordo, se bem que penso que as termas com um aproveitamento devidamente planeado podem gerar algo mais e podem surtir o tal efeito “vitamina”, por isso não devem ser enfiadas no mesmo saco. Com o devido planeamento e acopladas a outros pontos de interesse podem constituir esse tal cluster com a finalidade que todos nós sabugalenses desejamos. Quanto a Belmonte com os preços da água reduzidos, recém citados no Expresso, a fatia camarária de IRS reduzida e demais incentivos à fixação, nomeadamente medidas de cariz fisico-local têm mostrado ao Sabugal que afinal é possível acreditar que há algo a fazer além do remédio.

    Cumprimentos

  5. Mono diz:

    Concordo com o Sérge.
    As estradas são péssimo investimento e não resolvem nada.

  6. temos o exemplo de Badamalos que ainda nao tem saneamento básico, e já foi feito um baixo assinado com cento e muitas assinaturas…. e parece que em 2005 avia verba para tal mas acabou no vale de éguas,….PS: e de lamentar que uma aldeia como Badamalos que esta quase toda em recuperação ainda nao tenha saneamento …sem mais e saudações arraianas

  7. joao valente diz:

    Sérgio,
    também acho que as termas foram uma boa obra. Aliás é um exemplo do que se devia fazer.
    Nem tudo o que se fez foi mau. E se algum mérito teve esta executivo, apesar do que fez de errado, foi ter “arregaçado as mangas”. Honra lhe seja feita!

  8. Emidio diz:

    Pois sem dúvida que se trata de uma metáfora reveladora mas tratar uma anemia sem saber qual a cor das fezes será vermelha ou sem cor e a urina será vermelha ou vinho do porto? Mas nenhuma delas se trata com vitaminas o problema do Sabugal é simplesmente este é só incompetentess não se trata de negligencia médica mas apenas de erro médico. Convém que quando se critica e se apresentam soluções “vitaminas” a solução também seja ridicula. Mas o Sabugal é assim é só «entendidos»…Será que o sr. Dr. que chamaram é mesmo médico é que ninguem receita vitaminas quando há alterações de coloração das fezes e da urina….

  9. joao valente diz:

    Emídio,
    Não sendo “expert” nas artes de esculápio, é normal que também erre terapia…

  10. fernando lopes diz:

    A este post, remeto-me a dizer que assino por baixo! E sem conotações políticas… ou precisamente com elas!

  11. Kim Tomé diz:

    Ora aí está, dito com mais mestria que a que eu possuo, o que eu ando a dizer há algum tempo.
    Obrigado por ter colocado num texto e desta forma a questão principal.
    As pessoas.
    As pessoas que tem direito a viver e ser felizes na terra onde nasceram.
    É de facto necessário a receita certa, mas essa só pode ser definida por quem tenha a cultura necessária para ter “vistas largas”, para ver para lá do horizonte e de facto não foi o que existiu nos últimos anos.
    Pois que venha alguém que se preocupe mais com as pessoas, que acarinhe os projectos com valor, que seja capaz de ressuscitar o morto, é que por muito que custe a realidade é que O SABUGAL NÃO ESTÁ MORIBUNDO ESTÁ MORTO!

  12. Kim Tomé diz:

    só mais uma achega
    eu não concordo com isto:
    “Refém do seu isolamento geográfico como terra de fronteira, o concelho apresenta esta patologia crónica persistente, que se vem inexoravelmente agravando e se revela impossível de travar.”
    Será que sou eu o único a ver esta questão geográfica como uma vantagem?
    Estamos a 3 horas do Porto, a 3 horas de Lisboa, a 2 horas de Coimbra, a 3 horas de Madrid, a 1 hora e pouco de Salamanca, será que ninguém vê aqui um potencial?
    Isolamento?
    Nós estamos na melhor posição para usufruir do melhor destes mundos.
    Estamos isso sim, com um excelente posicionamento geográfico que pode fazer desta região uma plantaforma de encontro e ligação destes eixos a nível económico e cultural.
    Mas para isso é preciso olhar para o horizonte e sentir o que está para lá deste…

  13. djmc diz:

    Já fez 14 anos que iniciei a minha actividade com os jovens do Sabugal e, nas nossas deslocações pelo país fora houve sempre alguém a quem chamasse a atenção o nome de Sabugal.
    A ultima vez, foi em Maio em Lisboa. Eu muito preocupado com os acontecimentos do torneio, fui chamado à atenção por parte das minhas atletas que um senhor de Sortelha residente em Lisboa tinha ido ver o neto nesse torneio e não era a primeira vez que via os representantes do Sabugal. O mesmo Senhor felicitou as atletas pela prestação nas provas em que já as tinha visto participar.
    Moral: eu não sou de cá, vivo cá e faço o que posso dentro daquilo que posso dar ao Sabugal. A terra onde cresci é outra, mas sempre me ensinaram que somos de onde temos as malas. No entanto não esqueço as minhas raízes, pois foi lá que aprendi o que agora consigo transmitir aos jovens do Sabugal.
    Existe falta de apostas nos jovens, em muitos aspectos e nenhum partido nem nenhum candidato, desde os meus 20 anos que cá resido, mostrou qualquer tipo de terapia para resolver seja a qualidade de vida ou fixação dos jovens.

  14. josnumar diz:

    O mundo em que vivemos não é apenas a nossa freguesia e a Cidade(Vila) onde vamos quando necessitamos de ir ao médico, pagar os impostos, resolver assuntos de tribunal ou simplesmente comprar o jornal e tomar um café. O mundo em que vivemos não é só o das estradas e auto-estradas, as termas e os museus ou centros empresariais. O mundo em que vivemos é muito maior, muito mais interessante e mais fascinante. Há de facto um horizonte que nos limita a vista e nos impede de ver e sentir o que está para lá deste…é que a verdade é que existe mundo para lá do horizonte. O lince da Malcata expandiu as suas vistas e percebeu que se queria continuar vivo tinha que ir para lá do seu mundo.
    O Sabugal necessita urgentemente de pessoas. A terra, por muito rica que seja, não serve para nada se não houver gente para explorar e disfrutar dessa riqueza. O concelho do Sabugal tem futuro e o seu potencial está nas pessoas, em todas, mesmo as que optaram por outros lugares para viver e trabalhar. O segredo para mudar o mundo raiano reside em cada um de nós, adultos, jovens e menos jovens. Somos nós que temos a oportunidade de vivermos uma vida melhor num concelho que se chama Sabugal.

  15. António André diz:

    “trata a caldos de galinha quando devia prescrever vitaminas”.
    Caro João, parabéns pela prosa. Deverás, no entanto, ser mais específico nas tuas “recomendações”, nas tuas vitaminas sob pena de a prosa não passar de caldos de galinha.
    Investimentos sustentados no património quer natural, cultural ou histórico são sempre uma mais valia.
    Poderiamos tentar abrir aqui uma página intitulada “Contributos para um Concelho Melhor.
    Um abraço amigo.

  16. João Valente
    Prezado amigo e colaborador do Capeia Arraiana,
    A sua Carta Aberta e a importância da mesma (bem visível na quantidade de comentários que já a acompanham) deixaram-me ainda mais consciente de que o Sabugal anda à deriva.
    Não basta gastar o dinheiro do orçamento municipal, que é elevadíssimo para estar na mão de estroinas, nem ao mesmo acrescentar os empréstimos que comprometem o nosso futuro. Como o João Valente bem defende, o importante é implementar políticas que dinamizem as terras do nosso concelho, trazendo-lhes vida e animação.
    Numa análise estática, diremos que o Sabugal está hoje melhor do que há 30, há 20 ou há 10 anos. Temos mais e melhores infra-estruturas e isso, por si só, melhorou a qualidade de vida dos heróis que aqui residem (eu pertenço ao clube dos proscritos, pois tive que desandar dali para ir estudar e já não voltei para trabalhar e residir).
    Porém numa análise dinâmica (no meu curso de Economia ensinaram-me que essa é que conta), o Sabugal está muito pior do que estava há 30, há 20 ou há 10 anos. A sua posição relativa face aos concelhos que lhe são vizinhos piorou e esse é o verdadeiro drama que enfrentamos. Enquanto que o Sabugal deu um passo em frente os outros deram dois ou três e foi assim que nos apanharam, nos ultrapassaram e agora seguem na dianteira. E, se nada for feito, vamos perdê-los de vista.
    Há 20 anos a vila do Sabugal tinha PSP. Em todo o distrito isso sucedia também na cidade da Guarda, cidade de Pinhel e cidade de Gouveia, nos demais centros urbanos do distrito era a GNR que garantia a ordem pública. Nada tenho contra a GNR, que aliás faz agora um excelente trabalho no Sabugal, mas a verdade é que o Sabugal tinha PSP por ser um dos centros urbanos de maior importância a nível do distrito e por ter condições para crescer enquanto tal. Claro que entretanto o Sabugal, que de resto promoveram a cidade, retrocedeu e tornou-se numa das sedes de concelho mais decadentes de todo o distrito. Não tem vida, não tem dinâmica e não possui condições para ser a locomotiva do desenvolvimento do nosso concelho.
    paulo leitão batista

  17. António Santos diz:

    É uma história antiga!
    Os advogados sempre quiseram ser Médicos!
    Mas quando tentam dar opinião, ou fazer diagnósticos e prescrever o tratamento adequado, falham de forma flagrante.
    Então quer comparar o concelho de Belmonte com o do Sabugal? Há, porventura qualquer comparação?!
    Basta ver a sua situação geográfica – muito bem situado em relação a boas vias rodoviárias. E o clima? Quem é que quer vir viver para a “terra fria”?
    Estamos perto de Belmonte, mas bem longe em temperatura – pelo menos mais de 5 graus centigrados. É que, não sei se sabe, a temperatura ambiente também tem influência no estado clínico dos doentes, dizem.
    E, a terapêutica a aplicar ao paciente não pode exceder as capacidades do Médico. Sabem, concerteza, que há diversos graus e especialidades médicas. Um médico só pode praticar os actos médicos para os quais está habilitado. Nunca um clínico geral poderá efectuar um transplante cardíaco! Este acto exige uma elevada especialização e uma boa equipa de suporte do trabalho do cirurgião.
    Serve isto para dizer que as medidas – com poder efectivo – para alterar o trajecto do concelho da Sabugal, têm que ser tomadas a um nível superior. Compete ao poder central manter a unidade do país e promover uma real igualdade de direitos entre todos os portugueses.
    Quem retirou a PSP da Sabugal? Foi o poder autárquico? Quem estava na Câmara quando isso aconteceu? E o que fez para impedir que essa decisão se concretizasse?
    Todas as vozes socialistas deste blog que digam o que foi feito pelo executivo socialista quando esteve à frente da Câmara Municipal do Sabugal? Que obra fez? Nenhuma!
    Venham para o Sabugal! Vivam cá, e dêem o vosso melhor pelo concelho!
    É fácil estar em Lisboa ou no Porto e mandar “bocas” para os “pacóvios” cá da aldeia sobre o que deveriam fazer para viverem melhor.

    Quem cá está passa bem sem as vossas opiniões!

  18. Manuel Gonçalves diz:

    Falam tanto em investimentos e doentes e médicos e hospitais. Mas parece que se esquecem que a solução está encontrada ou ja se esqueceram da promeça do hospital da malcata com o investimento de muitos milhoes de euros do françês e muitos postos de trabalho.
    Quanto ao Senhor António Santos demonstra ser um verdadeiro pacóvio porque não é preciso vivre no Sabugal para saber que este executivo se limitou a completar a maior parte das obras iniciadas pelo grande presidente Morgado que infelizmente nºao esta disponivel para voltar á vida politica.
    Quanto ao viver no Sabugal nao é facil quando alguns acumulam varios lugares. Nao sei se é o seu caso?

  19. António Santos diz:

    Sr. Manuel Gonçalves
    Pacóvio é você!
    Pois, como afirma, o actual executivo manteve a mesma linha de intervenção que os executivos do Eng. Morgado. O Sr. Manuel Rito, actual Presidente, esteve na base da maioria dos projectos e obra do Eng. Morgado. Tanto que na última campanha eleitoral isto foi afirmado diversas vezes pelo anterior Presidente da Câmara.
    Pense bem e verá que houve novos projectos deste executivo.
    Em Malcata NUNCA foi dito que iria ser construído um hospital. Não deforme o que ouve.
    Não fale sem saber do que fala!

  20. Manuel Gonçalves diz:

    Caríssimo António Santos
    Tem razão. Não é um hospital porque as informações da camara do Sabugal apenas indicam para a malcata:
    – 7 médicos de medicina geral, 5 psicologos/psiquiatras, 6 fisioterapeutas, 16 para ginástica, 18 enfermeiras e 26 auxiliares de enfermagem.
    – 2 reumatologitas, 3 ortopedistas, 1 estomatologista, 2 dietistas/nutricionistas, 2 oftalmologistas, 2 dermatologistas, 2 cardiologistas, 6 gerontologistas, 12 ortofonistas, 3 dentistas e 2 farmacêuticos.
    – Total – 720 camas para alzheimer, parkinson, geriatria, psiquiatria e cuidados continuados.
    Só faltou indicar o nome da pessoa para o dirigir.
    Tem razão e concordo que não é um hospital porque mais parece um filme de ficção científica com o titulo DEXISTENCE.
    E já agora que parece saber do que fala diga-nos lá o que sabe sobre o andamento do tal aquilo que quiser da malcata.
    Quanto aos pacóvios que vivem na Guarda em Lisboa ou no Porto ou em França ou na Suiça foi o senhor que iniciou a provocação mas não pense que por berrar mais alto passa a ter razão.

  21. António Santos diz:

    Sr. Manuel Gonçalves:
    Não foi minha intenção ofender ninguém. Apenas manifestar o meu desagrado com aqueles que por estarem a viver em centros urbanos (com melhor qualidade de vida?!), por vezes há muitos anos, com poucos ou nenhuns contactos com a realidade do concelho, pensarem que “sabem mais” que aqueles que aqui trabalham e lutam por melhores condições de vida no concelho.
    Quanto ao empreendimento que, como foi noticiado neste blog, bem como no jornal local (5 quinas) e discutido em sessões da Câmara e da Assembleia Municipal (ver Actas – que estão na net) trata-se de um empreendimento turístico na área da saúde. O projecto refere-se à construção, por parte de uma empresa privada, de moradias medicalizadas e de um edifico central para tratamentos (fisioterapia) e spa, bem como de infantário e jardim infantil.
    Por aquilo que li parece-me que o papel da Câmara Municipal será de fornecer as condições necessárias para que o empreendimento possa avançar sem entraves burocráticos, bem como a cedência do terreno para a implantação do empreendimento.
    A gestão dos recursos humanos creio que será do dono do empreendimento.
    Tanto quanto sei (conversas com pessoas de Malcata) o projecto continua de pé e em andamento

  22. Matarroano diz:

    Eh pá,a coisa está mesmo brava!
    O pessoal está mesmo arreliado!
    E óspois em casa de quem não há pão todos berram e ninguém tem razão.
    É fatal comó destino: um dia o sabugal vai parecer uma daquelas cidades fantasmas do farueste: nem viválma. Às aldeias vai acontecer comás vilas romanas: vão ficar enterradas debaixo de campos de giestas, A não ser que apareça lítio pás pilhas dos carros como na bolívia ou alguém monte uma fábrica de boeings ou airbus (dos que não caem). Também podia ser uma aparição de santo ou santa (mas o senhor bispo não deve estar prái virado).

  23. Elsa Sanches diz:

    Independentemente de residirem ou não no concelho de Sabugal, acho que os preconceitos em relação a isso têm de ser postos de parte, para que se possa analisar com clareza a situação.
    Três perguntas para o senhor António Santos:
    – Como é que as instâncias superiores podem refutar sem mais projectos que podem contribuir para um desenvolvimento sustentável do concelho e para evitar a desertificação? E não creia com isto, que estou alheia a esta possibilidade, mas é esse o motivo para desistir de projectos relevantes e/ou investir noutros que não têm outro fim senão o de mostrar pseudo-esforço político?
    – Em relação à observação que fez à analogia sobre a saúde, explique-me por favor, o que é um “empreendimento turístico na área da saúde”? Não consigo deixar de pôr uma certa ironia nisto, mas é para rir? As pessoas planeiam adoecer para irem fazer turismo em Malcata? E não aceito neologia política e dissertações sobre as duas áreas. Ócio e doença não se misturam, ponto.

    E cuidado com as coisas que escreve sobre um médico de clínica geral, é o maior erro de quem trabalha com pessoas, menosprezá-las por aquilo que fazem (ou não fazem). Pode fazer um transplante cardíaco sim, se lhe for ensinado, se tiver formação, se se interessar, não precisa de ter um grau de especialização registado num papel, precisa de um saber fazer mecanizado. Se formos por aí o grau de especialização e uma boa equipa só por si não chegam, precisamos ainda de recursos materiais, como um ventilador, uma máquina de CEC, uma infinidade de drogas… E mesmo que seja um cirurgião cardio-torácico, é por perder um doente que desiste da profissão? Esse é o problema, estamos mais interessados em habilitações literárias e bens materiais do que em deitar às mãos à nossa terra, literalmente se for preciso, ligamos mais aos papéis do que aos actos, mais às burocracias do que às pessoas. Mais à fama do que ao proveito e poderia continuar a escrever… Mas enfim, isto só faria de mim, mais uma das pessoas que só fala, em vez de fazer. E quando faz, continua a receber críticas e reforços negativos. Que esta carta e a sucessão de comentários, entre os quais o meu, sirvam ao menos para impingir algum do romantismo com que eu vejo o meu Soito e a raia e menos politiquices e diz-que-disse.

  24. Natália Bispo diz:

    Depois de tantos comentários, quase dá impressão que já tudo está dito.
    O que me levou a reagir foi o recuo no modo de comentar de António Santos.
    Ainda bem que pôs “água na fervura” do seu comentário, apesar de ter posto entre aspas o termo pacóvios, não deixou de transmitir um pouco de mal estar aos que cá estão (ou então só a mim), embora logo numa segunda análise se veja que é uma reacção aos que estão fora.
    Claro que a sua visão tem que ser respeitada se acha mesmo que os de fora não se devem “intrometer”, mas se me estiver a ler, posso lhe dizer que tenho grandes amigos que vivem fora e que desde há muitos anos se preocupam com a terra de onde saíram.
    De algum modo o queriam transmitir mas as mensagens passavam mais lentas ou por vezes nem passavam. Agora, fruto das novas tecnologias nada volta a ser como dantes.
    Na situação em que estamos todos somos poucos para dar a volta aos problemas do nosso Concelho.
    Porque não aceitar as ideias se elas vierem por bem?
    Os projectos nascem de ideias!
    No dia 29 de Abril de 2006, realizou-se o 1º Encontro de Alunos e Professores do Colégio de Sabugal, como fiz parte da organização, escrevi e dirigi umas palavras aos presentes, em que lhes pedia que se lembrassem de nós, temos gente do nosso Concelho que estando já desperta para os problemas estava na hora de ajudarem.
    Nascida no Sabugal, fiz a opção de viver aqui, acreditando sempre que a minha terra e o seu Concelho tinha tudo para se afirmar como uma zona incrível para se viver.
    Acusada um dia de ser idealista, tenho sido sistematicamente penalizada por esta minha maneira de ser.
    Pensando que ainda tenho o direito de sonhar com a revitalização do nosso Concelho, tenho agora ainda mais a certeza de que dependemos de um grande esforço entre os que estão fora e nós que aqui ficámos.
    Esta é somente a minha opinião.
    Natália Bispo
    Casa do Castelo

  25. V.M. diz:

    Boa noite a todos os Sabugalenses
    Efectivamente o artigo que originou tamanha discussão, é de enorme valor literário, porque demias não acresecenta qualquer valor nem vem acrescentar alternativas aos Sabugalenses. Efectivamente há sempre mais quem critique quem faz ou tenta fazer algo (atenção que não sou Advogado de ninguem, nem pertenço a qualquer força partidária) do que quem apresente ideias para desenvolver o Concelho.
    Então resumindo, devemos seguir o exemplo de Belmonte?
    Fazer um Museu é solução para o desenvolvimento sustentável de uma região?
    Será que as casas não se começam pelos alicerçes?
    Para se construír é necessário, desenvolver ideias, projectar, desenvolver os diversos estudos para implementar e então se for viável ir à procura dos parceiros que viabilizem as soluções (projectos) encontradas.
    Importa referir e deixar bem claro. Será que só o executivo autárquico terá que suportar o desenvolvimento de toda uma região? Claro que será um dos garantes e um dos pilares, mas resta encontrar os restantes pilares, que deverão ser de igual forma de estrutura consistente, pois se assim for não basta ter o alicerce da casa bem estroturado se os pilares não oferecerem a concistêncoa que a casa nescesita. Será que alguem sozinho consegue mudar o rumo do mundo?
    Depois de lêr os comentários supra indicados, verifico que nada de novo é acrescentado, apesar de se saber que a prescrição do médico não apresentar qualquer remédio para a cura.
    No meu modesto entender, todas as regiões têm os seus potenciais e concerteza que a região do Sabugal não está vazia de soluções ,que passarão no meu entender por:
    1- No melhor aproveitamento da barragem do Sabugal (infra-estrutura já implementada, o que é uma vantagem), no aproveitamento turistico e energético;
    2- “Campanha agressiva” de divulgação do grande património histórico do concelho e suas implicações no desenvolvimento turistico-hoteleiro;
    3 – Atendendo ao parcos recursos da autarquia, apostar em centrais de Biomassa, para a produção de energia ( o que criaria postos de trabalho, limpeza das matas, o que implicaria mais segurança a nível de incêndios;
    4 – Se a população está envelhecida, criar um centro de medecina continuada.
    Estes são alguns dos aspectos em que acho que o sabugal poderá desenvolver. Concerteza que existirão outros.
    Tudo poderá passar pela agregação das pessoas ditas de peso e de grande influência do Sabugal e congregar os esforços nas situações que possam vir a contribuír para um desenvolvimento sustentável do concelho do Sabugal.
    Sem mais de momento;
    V.M.

    • joao valente diz:

      Ora,
      Precisamente “VM” vieste “chover no molhado”
      Por não haver recursos suficientes e a Câmarta não ser o “abono de família” de ninguém, os projectos têm de ser inteligentes e criteriozos na fixação da população e criação de riqueza.
      Alguns dos exemplos que destes, são bons.
      Obras para desperdiçar dinheiro, como fogo de artifício, não!

      • joao valente diz:

        Em tempo!
        O que eu defendo é da mais elemetar e moderna ciência de ordenamento de territórios em concelhos envelhecidos e com défice de população e recursos.
        Belmonte é apenas um exemplo de como se deve fazer e Vilar Maior um exemplo do que se não deve fazer. Nunca disse que devemos fazer o que fez Belmonte. A mesma desertificação e empobrecimento, mas contextos distintos. Cada caso tem a mesma filosofia de tratamento; remédios diferentes,consoante o contexto.
        Não compreendo aliás, tanta polémica por uma texto que gloza de forma tão ligeira um tema pacífico em matéria de administração local!
        Os políticos é que têm de apontar as soluções nos seus programas eleitorais, para que o povo vote em projectos credíveis e não em pessoas.
        O mal das eleições autárquicas tem sido precisamente este. O voto nos conhecidos e com possibilidades de ganhar e nem sempre nos mais capazes e com melhores projectos!

  26. Manuel Gonçalves diz:

    Senhora Natália
    Antes de mais parabéns pelo seu amor ao Sabugal e pela sua força de vontade em acreditar que vale a pena lutar pelo Sabugal.
    No entanto fiquei na dúvida quando li o seu comentário.
    Não foi muito clara a explicar se também acha que os que tiveram que emigrar não têm direito a dar opiniões e nao foi muito clara a explicar se apenas servem para ir de vacances para deixar os euros nas muitas festas que escolhem o mes de agosto para ser feitas. E para isso já são bemvindos? Mas para dizer o que pensam para melhorar o Sabugal já estão a tratar os outros que ficaram com palavras que me recuso a repetir e que foram aqui escritas por outro comentador que vive no sabugal e é um ferrenho adepto do orgulhosamente sós.
    Quero acreditar que nao pensa assim.

    • Natália Bispo diz:

      Reli o que escrevi e não encontro as duvidas que me coloca.
      A minha ideia é que as pessoas participem no destinos do concelho.
      A contribuição com ideias e soluções é sempre bem vinda e entendida como uma mais valia.
      Fiz questão de o dizer e até me repeti.
      Pessoalmente,nunca encontrei alguém que pusesse em causa o mérito que nós temos em viver cá, sinto sim de algumas pessoas que vivendo aqui, não se importam de pôr em causa o nosso trabalho, desvalorizando até, não aceitando críticas nem sugestões para melhorar o que também é importante no desenvolvimento do nosso Concelho.
      E com esta atitude estamos a deixar fugir oportunidades concretas.
      Não estou a falar em ficção, estou a falar como pessoa interventiva e que talvez por isso não importe ouvir.
      Quero agradecer-lhe os parabéns, afinal valeu a pena, pois consegui passar a mensagem do meu amor pelo Sabugal.

  27. Nuno diz:

    Eu continuo a dizer que a culpa da desertificação do concelho NÃO É de certeza dos que cá ficaram!

    Quanto ao aproveitamento da barragem para produção de energia foi programado no túnel que liga à do meimão. O paredão não foi projectado para produção de energia mas sim para armazenamento de água que pode servir para fins turísticos.

    Posso dizer também que a aposta na biomassa seria um erro pois após vários estudos neste sentido, verificou-se que seria inviável! Cada equipa de sapadores teria de produzir 10Ton de resíduos por dia… ou seja impossível. A grande vantagem passaria pelos incêndios que nestes últimos anos têm vindo a diminuir, penso que pela falta de árvores apetecíveis aos madeireiros e falta de subsídios para matas queimadas!

    A aposta na população idosa já é uma realidade, possuímos cerca de 30 IPSS’s com as mais variadas valências nessa área. Pode ser melhorada ainda!

    • António Curte Tinho diz:

      Isto nao vai lá com vitaminas, tem que ser um retroviral, pois trata-se de uma contaminação viral e ja dura a 35 anos, andam por ai um virus que nos levam todas as forças e toldam a razão ao poucos que resistem. pricipais sintomas:

      Excesso de obra desnecessária.
      Excesso de favores aos amigos.
      Excesso de Excessos.

      infelizmente esta maleita nao afecta so o concelho, mas parece que se trata de um problema nacional.

  28. Ramiro Matos diz:

    A DEROVO é uma empresa sedeada em Pombal e desenvolvendo a sua actividade em produtos derivados do ovo, sendo hoje uma das empresas lider da Península Ibérica.
    Proença-a-Nova é um Concelho do Distrito de Castelo Branco, a uma distância da A23 praticamente igual à do sabugal e com uns acessos bem ruins.
    Não tenho conhecimento que os donos da DIVORO sejam de Proença ou ali vivam.
    Mas é em Proença que a DIVORO vai investir 28 milhões de euros numa nova unidade fabril, empregando 100 pessoas…
    Sabe-se que vários Municípios se colocaram na corrida para captarem este investimento.
    Entre eles, que eu saiba, não estava o Sabugal…

    O resto é conversa…

    Ramiro Matos

  29. Virgílio Janela diz:

    Não tendo nascido no Sabugal há muito que escolhi este bonito recanto de território para trabalhar, onde nasceram os meus três filhos, e ao qual se juntou também a minha esposa que partilhou comigo a opção de viver e aqui trabalhar . Acho muito importante o que está a acontecer neste espaço de livre opinião. Todos somos necessários para continuar o projecto de desenvolvimento para este concelho! Já em tempos escrevi que seria interessante organizar um debate aberto com os candidatos autárquicos, dando contributos para melhorar e inovar onde fôr possível!

    Nem tudo o que foi feito pelos antecessores foi mau ou negativo! Se quizermos ser justos muitos projectos se executaram, grandes investimentos foram feitos, Grande parte estão enterrados, (por isso fácilmente são esquecidos). Mas os benefícios são inegáveis , muito mudou nas nossa vidas e no nosso quotidiano!. Continuemos o debate também aqui, mas sem ofensas de qualquer ordem, è o futuro dos nossos filhos que está em causa ! Bem haja a todos !

  30. joao valente diz:

    A título de informação geral
    e sem caír em inconfidência, há gente na Câmara que leu este artigo e também concorda com a filosofia nele proposta de desenvolvimento para o concelho.

  31. Emidio diz:

    Continua a ser uma pena as gentes do sabugal terem um pensar mesquinho… E o sr. regente agricola Morgado grande presidente? Nem 2os gatos” fazem humor desta qualidade! Deixem de pensar apenas na terrinha e sejam abrangentes o sabugal é um todo e não uma manta de 40 retalhos. Só com um investimento pensado e centralizado se pode mudar o rumo! e já agora vivo fora do sabugal há 10 anos e garanto a esse sr. que que tenho direito a emitir opinião, pois não admito a ninguem que seja mais sabugalense que eu! encontrem a vaca purpura….

  32. Vasto diz:

    O homem distingue-se e define-se pelo primado da inteligência e esta define-se pela capacidade de descobrir e viver a VERDADE, que só se consegue por meio de TALENTo. Atributo que consiste na ponderação calma e serena das realidades circundantes em todas as direcções e circunstâncias com o necessário discernimento. Entra aqui um outro primado essêncial. A CONSciência recta. Sem a consciência recta o homem vira monstro. Do enlace nupcial da Inteligência e da Consciência surge a noção da RESPONSABILIDADE. E esta responsabilidade condiciona o uso de uma outra potência humana: A LIBERDADE, com todas as limitações a que está sujeita. Daí o princípio: ‘A liberdae acaba onde começa o direito do outro’.
    Não se está a estigmatizar ninguém, mas parece-me haver em muitos comentários inocência auro-proclamada e htero-confirmada na verborreia de palavras com poucas ideias. João Valente diz tudo muito claro. Neste momento o concelho exige menos cálculo e mais verdade, para sair de cara renovada deste transe obscuro e apático em que se encontra. É preciso alguém que sem quebranto agarre erste concelho e devolva a esperança aos sabugalenses que já esperaram mais do que a esperança e que a desabalada fuga das suas gentes estanque. Duas ideias: renovar em primeiro lçugar a nossa cidade, embelezá-la por forma a apresentar algum glamour aqueles que a visitam, cativando assim o turismo; visando idêntico objectivo, criar na cidade um centro alusivo às freguesias, devidamente sinalizado nas entradas da cidade, onde gigantes posters forneceriam toda a informação: o seu património e belezas naturais, destas pequenas pátrias dos homens livres e corajosos. Alonguei-me… Desculpai. Mas, meu amigo, não voes se não souberes ficar de pé!

  33. António Santos diz:

    Confesso que quando hoje voltei ao “Capeia Arraiana” fiquei, de certo modo, surpreendido com as reacções ao meu modesto comentário/contributo para esta discussão.
    Que fique claro que não quis ofender ninguém.
    Mas, da leitura deste e doutros artigos e comentários que vão aparecendo neste blog, tenho a sensação que há um certo número de participantes que têm a postura de dizer mal, e só mal, da actuação do actual executivo camarário. Nada do que foi feito nos últimos 12 anos está correcto ou teve, ou tem, qualquer valor para o desenvolvimento do concelho do Sabugal. Nada nos investimentos efectuados trouxe qualquer benefício para o concelho.
    Ora francamente! Se o concelho está mal, sem estes investimentos, temos de reconhecer que estaria muito pior.
    Concordo plenamente com o Sr. Virgílio Janela quando diz “Todos somos necessários para continuar o projecto de desenvolvimento para este concelho”.
    Lembro-me que há uns anos atrás foi posto à discussão pública um projecto de desenvolvimento para o Sabugal. Foi apresentado publicamente no Auditório e teve um período de discussão livre, ficando depois com a sua forma final. Quantos sabugalenses participaram nessa discussão?
    O actual executivo foi a votos como seu programa de actuação (onde estavam incluídas as linhas mestras desse plano) e ganhou as eleições. Por isso temos de compreender que têm toda a legitimidade democrática para porem em prática as medidas propostas.
    Compreendo que a intenção do Sr. Dr. João Valente seja de contribuir com ideias úteis para o concelho, mas não concordei com o modo como as apresentou – não valorizando minimamente os investimentos já efectuados.
    D.ª Natália Bispo concordo totalmente consigo quando diz que todos (os que cá estão e os que, por qualquer motivo, se encontram longe do Sabugal) podem e devem participar, com as suas ideias e trabalho para o progresso/desenvolvimento do nosso (de todos) concelho. Mas acha bem, e é só um exemplo, que alguém chame estroinas ao membros do executivo camarário, que como disse acima concretizam as suas propostas que foram sufragadas em eleições.
    O Sr. Ramiro Matos, ex-autarca socialista da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, tem pela sua experiência politica um nível acima dos habituais comentadores deste blog. E não posso aspirar a estar ao seu nível, mas deixe que lhe diga que os seus artigos são óptimos no maldizer dos nossos autarcas e pouco produtivos com as suas ideias. Então, na sua opinião, qual é a “Vaca púrpura “ do Sabugal? É que após a leitura do seu artigo não consegui perceber qual a sua ideia para o Sabugal. Refere muitas de outros lugares, mas quando chega a hora de concretizar … nada!
    Há dias alertou para o perigo do isolamento do Concelho do Sabugal se for construído um novo acesso a Espanha, num dos Municípios vizinhos. Porque é que não disse nada sobre a ideia deste executivo em dotar o concelho de um eixo rodoviário que ligue a Raia (dando seguimento a uma via de Espanha que entra em Portugal por Aldeia da Ponte) à A23?
    Refere acima um investimento da DEROVO num Município próximo. Então e o investimento que vai ser efectuado em Malcata (cerca de 40 milhões de euros)? Não vale nada?!
    D.ª Elsa Sanches o investimento que foi anunciado em Malcata será para ser utilizado por quem tiver muito dinheiro para gastar na sua “reforma dourada”. Por aquilo que foi anunciado não será o comum cidadão nacional que poderá passar uns meses/anos (?) a viver em vivendas instaladas numa área paradisíaca e com os recursos humanos ao seu dispor 24 horas por dia (apoio de enfermagem e médico, psicólogo, fisioterapeuta, …) .
    Se um clínico geral tivesse conhecimentos e capacidade técnica para efectuar transplantes cardíacos deixava de ser clínico geral e seria, isso sim, um cirurgião cardio-torácico. Com isto não quero diminuir o valor científico e técnico dos Médicos de Família, que são poucos e que fazem, até, muita falta no País e no nosso concelho.
    A imagem que quis transmitir é que há medidas que têm de ser tomadas numa primeira linha de abordagem dos problemas (poder autárquico) e há outras medidas que têm de ser tomadas a um nível mais diferenciado e com um poder de intervenção superior (poder central).
    Para terminar e à cerca do termo que empreguei “pacóvios”, quero referir que segundo o Diccionário da Porto Editora pacóvio é uma ” Pessoa simplória ou aparvalhada”. Não posso aceitar de modo nenhum que alguém tenha a postura de querer “ensinar” quem vive no Sabugal qual a escolha que deve fazer para seguir as ideias de quem está longe e pensa que tudo sabe para modificar o percurso deste concelho.

    • Natália Bispo diz:

      António Santos
      Em primeiro lugar quero lhe dizer que deve perguntar a quem usa o tipo de linguagem que acima escreveu.
      Da minha boca certamente não o ouviu.
      Por isso, não deve esperar que seja eu a responder à sua interrogação!
      Em segundo lugar quero lhe dizer, que para mim e na minha vivência perante a vida, o respeito mútuo é muito importante, não tente envolver-me em polémicas que não são as minhas.
      Natália Bispo

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